domingo, 12 de julho de 2020

RIMANDO EM TEMPO DE PANDEMIA

Já fiz muita poesia 
Falei sobre harmonia 
Paz e alegria

Mas mudei o repertório
Acompanhei o falatório 
Vou fazer meu relatório

À noite e de dia
Só se fala em pandemia
Seja  com João ou Maria

No Brasil e em outro lugar
Eu vejo e ouço falar
Que a doença vai piorar

Colocar máscara é agir
É ordem a cumprir
Para se prevenir

Tomar algum remédio
Não sair de casa ou prédio
Aguentar firme o tédio

Sofremos isolados
Por meses distanciados
Sem abraços, separados

No interior e na capital
O drama é real
Com todo esse mal

Que passe logo esse pavor
Leve de nós essa dor,
Deus, nosso SENHOR!

Para estendermos a mão
Aquecermos o coração
Com mais união

E haver solidariedade
Matarmos toda saudade
Contarmos novidade

Assim encaramos a vida
Enfrentando COVID na lida
Sentindo de muitos a partida

Foi pressão psicológica
Entender essa lógica
De forma pedagógica

Vi que sofrer não é minha sina
Amar faz bem como vacina
É uma dádiva divina

Por isso vou encerrar a rima
Falar em amor me anima
Para estar sempre pra cima


Samara Gadelha de Miranda, 12/07/2020.



sexta-feira, 10 de julho de 2020

EU MUDEI, VOCÊ MUDOU, O MUNDO MUDOU

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Boa tarde a todos!
Vocês estão bem, leitores?
Fiquei quase 1 mês sem postar mensagens neste blog, porém, li muito durante esses dias, observei os fatos ao redor, conheci muita gente e novas ferramentas digitais de comunicação por curiosidade e por necessidade no trabalho.
É hora de refletir!
A pandemia mexeu no físico, na mente, no lado material e no espiritual?
A humanidade se conectou mais com Deus?
Tornamo-nos pessoas melhores?
O que aprendemos de março até hoje com o distanciamento e o isolamento que nos foi imposto no lado social?
Que perdas tivemos?
Que ganhos levaremos para os anos que nos esperam?
Passamos a valorizar mais a família, os amigos e a própria vida?
Quantas experiências, não é mesmo!
Com certeza, a Pandemia COVID-19 nos ensinou muito. De uma hora para outra foi o último dia de culto presencial, e hoje é online. A nossa casa virou ambiente de trabalho. Tivemos que nos adaptar ao horário comercial com o lockdown, e por aí vai com tantas novidades para crianças, jovens e adultos.
Tudo que é novo assusta, e para nós, por mais que Pandemia não seja novidade na história da medicina, é a primeira vez que lidamos com a situação: o medo de ficar doente, o medo de abraçar, o medo de visitar, o medo de tomar remédio, o medo de contaminar o outro, o medo de morrer, o medo do futuro...
Cientistas, médicos e demais profissionais não sabem muito a respeito do corona vírus. 
Cada dia é uma oportunidade de aprendizagem.
Vamos continuar a luta! Esse vírus não vai sair fácil do nosso meio. Teremos que conviver, porque foi mais um instruso que veio mudar nossa rotina. 
Nada acontece à-toa em nossa vida. "O que se planta colhe."
As aulas no estilo remoto vieram para ficar, alterando a vida da comunidade escolar.
Haja reunião e WEB Conferência! Também as compras no estilo delivery ou drive thru ocorrem com o intuito de evitar aglomeração.
Foram mudanças que nos fizeram rever conceitos e valores.
medo do desconhecido. É esse medo que nos faz ir em busca de alternativas que encontrem uma solução para os problemas.
O mundo aprendeu a conviver com o sarampo, a tuberculose, a catapora, a caxumba,
rubéola, o H1N1, o câncer, o HIV, e demais enfermidades; com COVID-19 não será diferente.
Precisamos fortalecer o sistema imunológico, e os remédios só farão efeito se a mente ajudar. Portanto, temos que ser mais solidários, calorosos, e nos amar para termos amor para passar aos outros em qualquer idioma.
Vamos em frente!
Desistir jamais!
Pensamento positivo!
Lembre-se que por trás da máscara há um ser frágil que chora, sente dor, raiva, pede socorro, e que depende de Deus e do próximo para ser completo.
Juntos venceremos se nos amarmos verdadeiramente. 
O amor cura todo mal.
Deus habita onde há amor.
Conte com minhas orações. Estas são expressões de amor de quem ama a vida e quer que os outros também vivam.
Fique com Deus: o Autor da Vida e do Amor.

quarta-feira, 17 de junho de 2020

ESCOLA DIGITAL: INOVAÇÃO EDUCACIONAL

Estou aqui para falar sobre as aulas remotas que estão sendo realizadas nesse período de COVID 19, a pandemia que está assolando o mundo. Essa situação veio mexer com a rotina da população, e por isso, muitos pais ou responsáveis estão tentando acompanhar os filhos nas aulas online. Esse clima gerou de certa forma uma angústia para todos na família e escola, e então, percebe-se que algumas famílias se desesperam por não ter o manejo com as ferramentas tecnológicas, e ainda, se deparam com uma demanda de atividades em curto espaço de tempo.

A escola digital não é novidade para muitas escolas, principalmente para as da rede privada. Que diferença podemos detectar em relação à pública? É que é necessário envolvimento de professores e alunos, pois há resistência por parte de certos profissionais em se adequar ao que é novo.

É interessante e produtivo o ensino híbrido. Este modelo permite um trabalho variado, com ações diversificadas, estimuladoras. Desse modo o professor pode complementar suas aulas usando softwares educacionais que usam charge, filme, texto, vídeo, palestra. Pode ser através de aplicativos do tipo Zoom, Google Meet, Google Classroom, Whatsapp, Facebook, You Tube, entre outros, todos interativos.

Não é novidade, não se trata de inovação tecnológica, pois já se utiliza há anos, porém, foi adotado repentinamente durante a pandemia, e apanhou muita gente de surpresa, onde as escolas estão cobrando serviço para utilizar plataforma digital, entretanto, parte dos profissionais não tiveram uma formação, estão despreparados.

Resumindo, as Tecnologias de Informação e Comunicação - TICs vieram para somar, trazer resultados positivos, basta portanto, haver interesse das instituições de ensino em inovar, porque tudo avança tecnologicamente, e com a educação não deve ser diferente. A escola deve investir nesse processo a fim de que o ensino seja cada dia mais atual e de qualidade, a partir de orientação e formação, uma vez que isso significa organização. Com isso espera-se um resultado eficiente na parceria escola x família.

sábado, 6 de junho de 2020

SEMANA DO MEIO AMBIENTE


Ontem, 5 de junho de 2020, pude colaborar com a programação da Semana do Meio Ambiente em Guamaré, atendendo ao convite da Secretaria Muncipal de Urbanismo - SEMURB, para um momento de reflexão numa LIVE transmitida pelo instagram, às 11h.

O tema foi: "A consciência sobre a importância da conservação do bioma caatinga no nosso município."

Sou aluna do Curso de Ciências Biológicas-UFRN-EAD/Polo Guamaré. Conheço bem a cidade. E falar sobre esse bioma me deixa satisfeita, porque me é bem familiar, por ser potiguar e conviver com esse cenário.

A caatinga, no real sentido da palavra de origem indígena, significa "mata branca" ou "floresta branca". Não é uma vegetação instigante para ser apreciada, mas se observarmos os detalhes da fauna e da flora, veremos a riqueza da biodiversidade.

Digo que a aparência não é motivadora, devido ao clima seco, semiárido, de chuva escassa, plantas espinhosas, porém, não é por ter um aspecto de garranchos que vai ser menosprezada. 

A fauna é composta por: preá, peba, cobra, escorpião, gambá, calango (um tipo de lagarto), raposa...
A flora reúne velame, angico, mandacaru, xiquexique, palmatória ou palma, juazeiro, quixabeira, macambira, jurema, ameixa, coroa-de-frade, diversos cactos...

Muitas dessas plantas são usadas em lambedores e garrafadas pelos mais antigos moradores. Faz parte de uma tradição do chamado remédio caseiro.

O que nos preocupa como cidadãos guamareenses é a retirada da lenha para aquecer algum forno e para fazer carvão, além dos animais que são caçados para uso de refeição em casa.

A caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro; corresponde a 10% do território nacional, cobre uma faixa de 850.000Km² que se estende pelos estados nordestinos e parte de Minas Gerais, que fica na região sudeste.

Essa vegetação em Guamaré já foi bem modificada, pois sofreu a ação humana desde o seu povoamento até os dias atuais.Também, trata-se de um município que teve sua fase pesqueira, salineira, petrolífera, e agora é a dos aerogeradores da energia eólica. É a velha história da ocupação do espaço em nome do progresso. Tudo isso desencadeia impactos ambientais.

O intuito da LIVE foi fazer tais considerações e despertar no cidadão guamareense o desejo de preservar a caatinga, a fim de garantir a sobrevivência das espécies e evitar o desequilíbrio ecológico.

Sabe-se que se fosse uma empresa privada seria mais fácil de ser uma área monitorada, entretanto, é a céu aberto, uma vegetação de todos que a ela têm acesso.

Cada pessoa pode ser um fiscal dessa situação e não esperar apenas pelo IDEMA e IBAMA, que são órgãos fiscalizadores da flora e fauna, respectivamente, bem como esperar ação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Guamaré. 

A caatinga é um patrimônio, por isso, a natureza agradece todo o cuidado em mantê-la viva.

Eu costumo dizer que Deus nos empresta a terra, então devemos devolvê-la em boas condições para outras pessoas desfrutarem de suas belezas naturais. Pensem nisso! Tenham consciência!

sexta-feira, 29 de maio de 2020

PENSE POSITIVO NO "FIM" COMO "RECOMEÇO"!

Hoje cedo refleti sobre a vida lendo o texto bíblico que diz: "Melhor é o fim das coisas que o início." (Eclesiastes 7:8). Este versículo foi um alento para mim, pois me fez ver que não importa se está difícil a fase do início ou do meio da situação que estou passando, porque eu creio que a do fim será melhor. Trago sempre em mente uma frase que uso quando surge um problema; é a seguinte: tudo tem que dar certo no final, se ainda não deu, não é o fim. Creio dessa forma, e tem dado certo.

Imagino sempre uma nova chance esperando por nós. Quer ver um exemplo? Sabemos que a mulher sofre dores de parto, mas depois vem a alegria de ver o filho. É desse modo que vou fortalecendo minha fé. Devemos, portanto, pensar com otimismo na glória futura que virá. O céu começa aqui, por isso, podemos desfrutar da atmosfera celeste pelo olhos da fé. 

É problema para todo lado. Isso é inegável, mas será que a culpa é de Deus ou das escolhas dos homens, pois estamos vivendo numa época em que tudo foi mexido na terra. A sensação que se tem é que há muita coisa fora do lugar. E há, sabe por quê? Porque algumas pessoas usando o livre arbítrio começaram a fazer a própria vontade, escorregaram, caíram, foram longe, e suas escolhas repercutiram no "outro", afetaram quem está próximo e quem está longe.

Deus não dorme, não cochila, conhece cada filho SEU, aí espera que O busquemos. Ele quer sarar a terra e tudo que ela contém, porém, muitos continuam escolhendo ir para longe. Quer purificar o planeta. Será que você entende isso? Faça a sua parte. Consagre-se! Deus precisa de jovens de valor, e para ELE, de 0 (zero) a 100 (cem) anos é ser jovem, pois quem deseja SUA proteção terá a força renovada como a da águia (Isaías:40:31)

Até a árvore cortada, se for regada, será restaurada. A sua vida também pode ser. Aceite a Água da Vida. Deus lhe escolheu para brilhar, para ser luz, para dar frutos. Só precisa descansar no SENHOR. Pense positivo!

domingo, 10 de maio de 2020

DIA DAS MÃES



Parabéns a você que é mãe biológica ou adotiva! A você que planejou ser mãe ou se surpreendeu com a gravidez.

Que linda missão é encaminhar um ser na vida! Deus lhe dê sempre sabedoria para guiar seus pequenos, médios e grandes filhos!

A mãe vê os filhos sempre como crianças e quer o seu melhor, por isso, os seus conselhos os acompanham para o resto da vida.Também aquela cantiga de ninar, a mamadeira, o balanço na rede, as historinhas lidas e inventadas no pico do sono, tudo isso jamais será esquecido.

A maternidade é o maior presente que uma mulher recebe do Criador, pois pode transmitir os princípios que recebeu na família, no lar, que é o primeiro altar de adoração a Deus, seja qualquer pessoa, em qualquer dia, em qualquer hora, em qualquer parte do planeta. Assim, o amor de uma verdadeira mãe reflete o carinho, o cuidado, a proteção, o sacrifício, a doação, sentimentos comparados única e exclusivamente aos dEle, o soberano.

Sintam-se amadas hoje, e em cada dia do ano, porque esse amor é infinito e nutritivo, que sabe abrir nossos olhos para enxergarmos o que é tóxico no mundo e, então, podermos nos desviar seguramente.

Um abraço.

Samara

domingo, 26 de abril de 2020

HERANÇA INDÍGENA - PARTE II

O dia 19 de abril foi a data escolhida para se homenagear os indígenas brasileiros. Cresci vendo que o conteúdo escolar quando se referia aos índios não passava de mera teoria, exposição de artesanato e desfile no dia 7 de setembro. É hora de refletir, pois sabemos que ainda há muito a ser feito para se garantir o bem-estar da população indígena brasileira, apesar de vários direitos adquiridos em lutas ao longo dos séculos e existirem políticas públicas que os assistem.
Observo através de documentários que alguns índios saem das tribos para buscar emprego e estudar, porque sentem que tudo fica mais difícil quando assumem sua origem. Sabe-se também o quanto se aculturaram com a presença do branco colonizador que chegou impondo seus costumes, a começar pelo vocabulário. Hoje, poderíamos ter o tupi-guarani como outro idioma oficial, mas esse povo era visto como indolente, e ainda permanece esse pensamento na mente de muitos.

Entre tantos legados dessa cultura, resolvi registrar algumas palavras que fazem parte do nosso vocabulário, pois este blog procura preservar as raízes de nossa história.

Lembrando que nossos antepassados também aprenderam com eles a fazer remédios caseiros, que muitos continuam usando (lambedores e garrafadas), e muitos pratos de nossa culinária.

Tenho feito pesquisa virtual sobre o tupi-guarani e, principalmente, lido o Vocabulário Tupi-Guarani Português de (Silveira Bueno, 1987), Nomes da Terra de (Luís da Câmara Cascudo, 1968) e Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Índígena de (Clóvis Chiaradia, 2008), que são grandes referências nesse contexto. 

Também conheci muitas dessas palavras através da oralidade, porque ouvia na infância nomes de plantas devido o meu pai-avô ser adepto da homeopatia e recomendar lambedores e garrafadas. Podemos encontrar muitos desses nomes em placas de ruas. 

Sendo assim, descreverei a seguir algumas palavras que enriquecem nosso idioma. São em maioria os topônimos. 

BAÍAS: Guanabara (RJ), Guaratuba (PR).

ILHAS: Itacolomy ou Itacolomi (MG), Itamaracá (PE), Itaparica (BA), Marajó (PA), Paquetá (RJ).

LAGOAS: Piató (Assú-RN), Araruama (RJ), Guaraíra (Tibau do Sul-RN).

RIOS: Araguari (MG), Aratuá (RN), Beberibe (PE), Capibaribe (PE), Corumbiara (MT),  Curimataú (RN e PB), Cururu (afluente do Tapajós), Guaporé (MT/AM), Içá (AM), Iguaçu (PR), Ipiranga (SP), Jaboatão (PE), Jaguaribe (CE), Japurá (AM), Jari (AP), Jutaí (AM), Juruá (AM), Mamoré (RO), Miassaba (RN), Mundaú (PE,AL), Oiapoque (AP), Paraguai (MT,MS), Paranaíba (MG), Parnaíba (MA,PI), Paru (PA), Punaú (RN), Purus (AM), Tietê (SP), Tapajós (PA,MT e AM), Taperoá (PB), Tarauacá (AC), Tocantins (rio que nomeia o estado (TO), cuja capital é Palmas).

SERRAS e CHAPADAS: Araripe (CE), Cipó (MG), Ibiapaba (CE), Ibiapina (CE), Jacarará (PE), Mantiqueira (corta MG/SP/RJ),  Panati (SP), Uruburetama (CE).

PRAIAS: Camburi (SP), Camurupim (RN), Genipabu (RN), Graçandu (RN), Jacumã (RN), Jatiúca (AL), Maracajaú (RN), Muriú (RN), Pitangui (RN), Pititinga (RN), Sagi (RN), Sauípe (BA), Tabatinga (RN).

DISTRITOS, BAIRROS: Andaraí (Rio de Janeiro), Igapó (Natal/RN), Iguatemi (Salvador/BA), Irajá (Rio de Janeiro), Itaim (São Paulo), Itapevi (Cotia-SP), Itapuã (BA), Itaquera (SP), Jabaquara (SP), Jaguaribe (João Pessoa/PB), Juripiranga (PE e PB), Pirajá (Salvador/BA), Pacaembu (São Paulo), Paranapiacaba (Santo André-SP), Pirangi (Natal/RN), Pituba (Salvador/BA), Tambaú (João Pessoa-PB), Tambiá (João Pessoa-PB), Tremembé (São Paulo), Tatuapé (São Paulo), Tibiri (São Luís-MA),Tucuruvi (São Paulo).

ÁRVORES, RAÍZES: andiroba, angico, babaçu, buriti, caatinga, capim, carnaúba, catuaba, cipó (tipo de planta trepadeira), cumaru, guabiroba (ou gabiroba), guaraná, imbiribeira, imbuia, ipê, ipepaconha, jabuticabeira, jacarandá, jacaúna, japecanga, jatobá, jequitibá, jiqui, juazeiro, jurema, macaíba, macambira, mandacaru, murici, mutamba, peroba, piaçava (ou piaçaba), quixabeira, timbaúba, tiririca.

PESSOAS: Araken, Cauã ou Kauan, Coraci é variante de Guaraci (sol), Iara, Iaponi, Iaponira, Iracema (lábios de mel), Iraci (mãe do mel), Jaci, Jaciara, Jacira, Jandir, Jandira, Juçara (Jussara), Juraci, Jurandir, Raoni, Rudá (divindade mitológica para os índios: deus do amor), Tainá, Tauan, Ubiraci, Ubirajara, Ubiratan, Uiara (mãe d'água).

TRIBOS: ababá, aikanã, arikapúbaré, baniwa, caeté, caiapó (ou kaiapó), caicó, caingangue (ou kaingang), canoê (ou kanoê), cariri, curumim, goitacá, guarani, guató, icó, janduí, juruna, kaiowá, karipuna, kujubim,  makurap, marajoara, munduruku, pacanaré, paiacu, panati, paracanã, paru, pataxó, potiguara, puri, tabajara, suruí, tamoio, tapajó, tapuia, tarariú, timbira, tocantin, tremembé, tupari, tupi, tupinambá, tupiniquim, wajari, wari, xingu, xavante, yanomami.

ANIMAIS
Crustáceos: aratu e guaiá (espécies de caranguejo), camarão;
Aves: acaé (gralha), acauã, araguari, arara, araruna (arara preta), camutanga (espécie de papagaio), canindé, guará (garça), jacutinga, jaçanã, jacu, jandaia, maracanã, nambu (ou inambu), sariema ou seriema, tucano, uirapuru; 
Peixes: abacataia, acará-peba (carapeba), biquara, camury (peixe robalo), camurupim, curimã, curimatã, jamanta, piranha, pirarucu, salema, saúna, tainha, tambaqui (é o mesmo pacu vermelho),   traíra, tucunaré; 
Mamíferos/roedores: capivara, cutia, jaritacaca ou cagambá (também conhecido como tacaca ou gambá), paca, peba, tamanduá;
Répteis: jacaré, jabuti, jararaca, jiboia, salamandra, sucuri;
Felinos: jaguar, jaguatirica, jequié (onça);
Insetos: içá (tanajura), maruim, muriçoca, mutuca, saúva. 
Moluscos: aruá.

ALIMENTOS: araruta, carimã, beiju, mingau, paçoca, pamonha, pipoca,tapioca.

FRUTOS(AS): abacaxi, açaí, araçá, araticum (é a pinha), cajá, caju, cambuci, cuité (fruto da cuieira/cuitezeira), cupuaçu, ingá, jenipapo (erva aromática muito usada para fazer licor), juá, mangaba, mangará, maracujá, pitanga, pitomba, quixaba, sapoti, trapiá.

CIDADES: Acari (RN), Acaraú (CE), Amaraji (PE), Andirá (PR), Angicos (RN), Aracaju (SE), Aracati (CE), Araçagi (PB), Araguari (MG), Arapiraca (AL), Araraquara (SP), Araripe (CE), Araruna (PB), Assú (RN), Atibaia (SP), Bambuí (MG), Beberibe (CE), Caçapava (SP), Caicó (RN), Caiçara (RN), Cairu (BA), Cajuru (SP), Camaragibe (PE),  Camboriú (SC), Camutanga (PE), Canguaretama (RN), Caraguatatuba (SP), Caraúbas (RN), Carnaubais (RN), Caruaru (PE), Caucaia (CE), Chapecó (SC), Codajás (AM), Coreaú (CE), Corumbá (MS), Coruripe (AL), Criciúma (SC), Cuiabá (MT), Cuité (PB), Curimatá (PI), Curitiba (PR), Bodó (RN), Garanhuns (PE), Garopaba (SC), Garuva (SC), Goiás, Goiânia (GO), Guararapes (SP), Gravatá (PE), Gravataí (RS), Guabiruba (SC), Guaíra (PR e SP), Guaraciaba (SC), Guarabira (PB), Guarapari (ES), Guaratinguetá (SP), Guarujá (SC), Ibicaré (SC), Ibiporã (PR), Ibiúna (SC), Icapuí (CE), Igarassu (PE), Imbituba (SC), Imbuia (SC), Inhapim (MG), Iomerê (SC), Inhaúma (MG), Ipanguaçu (RN), Ipirá (SC), Ipu (CE), Ipuaçu (SC), Ipumirim (SC), Irati (SC), Itaboraí (RJ), Itabuna (BA), Itacoatiara (AM), Itajá (RN), Itaiópolis (SC), Itapemirim (ES), Itapetim (PE), Itapetinga (BA), Itapetininga (SP), Itapipoca (CE), Itapiranga (SC), Itaporanga (PB), Itaquaquecetuba (SP), Itatiaia (RJ), Itu (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Jaçanã (RN), Jaguarari (BA), Jandaíra (RN), Japi (RN), Jaquirana (RS), Jaraguá (SC), Jataúba (PE), Jericoacoara ou Jeriquaquara (CE), Joaçaba (SC), Jucurutu (RN), Jundiá (RN), Jundiaí (RN), Juripiranga (PB), Juru (PB), Macaíba (RN), Magé (RJ), Mamanguape (PB), Manaíra (PB), Mangaratiba (RJ), Massaranduba (RN), Maxaranguape (RN), Mossoró (RN), Muriaé (RJ), Pacajus (CE), Pará (PA), Paracuru (CE), Paraíba (PB), Paraná (PR), Paranaguá (PR), Paranapanema (SP), Paranapuã (SP), Paraú (RN), Parnamirim (RN), Piauí (PI), Picuí (PB), Pindamonhagaba (SP), Pirapora (MG), Pirassununga (SP), Piratininga (SP), Taguatinga (GO), Tarauacá(AC), Taipu (RN), Tamandaré (PE), Tangará (RN), Taperoá (PB e BA), Taquara (RS), Taquaritinga (PE), Tianguá (CE), Timbaúba (PE) e Timbaúba dos Batistas (RN), Toritama (PE), Tucuruí (PA), Ubajara (CE), Ubatuba (SP), Uiraúna (PB), Umari (RN), Umarizal (RN), Umarizeiro (RN), Upanema (RN), Uruaçu (RN e GO), Urupema (SC).

EXPRESSÕES POPULARES: 
Cangapé (brincadeira de colocar os pés no cangote do outro e pular na água para mergulhar);
Jururu (pescoço; pessoa triste com o pescoço de lado); 
Capenga (osso torto);
Muquirana (pessoa suja, desprezível); 
Pindaíba (condição de quem está liso, sem dinheiro); 

DIVERSOS E RESPECTIVOS SIGNIFICADOS: 
Açucena (flor branca, pureza);
Aipim (vem de mandioca e maniva; é o mesmo que macaxeira);
Arapuca (espécie de armadilha);
Amaraji (pedra da baixa);
Araticum (fruta dura). É o mesmo nome da pinha e da mutamba; 
Araruama (bebedouro ou comedouro das araras);
Araripe (2 explicações: pode significar rio das araras ou lugar onde começa o dia);
Atabaque (espécie de instrumento musical);
Atibaia (ave sadia);
Bambuí (rio que corre na planície);
Beberibe (lugar que junta água);
Boitatá ("cobra de fogo", personagem folclórico de uma lenda);
Caçuá (cesto de vime);
Caiçara (cerca de vara que protegia a ocara. Ocara são muitas ocas);
Cairu (mato, árvore);
Camutanga (tipo de vespa, maribondo e de papagaio);
Cangatara (enfeite de cabeça, adorno, adereço);
Catapora (vem do tupi "tatapora"; tipo de doença infecciosa na pele);
Caucaia (mato queimado);
Ceará (espécie de papagaio);
Cuité (fruto da cuieira ou cuitezeira);
Cumbuca (vaso feito de argila ou cabaça);
Curiá (pato de água doce);
Curió (tipo de pássaro);
Curupira (figura lendária que provocava pesadelo);
Cutucar (verbo ferir, espetar);
Gamboa ou camboa (braço do rio, estuário); 
Gararapes (som dos tambores, estrondo dos tambores);
Guaraíra (morada das garças azuis);
Ibiporã (terra bonita);
Ibiúna (terra escura, terra preta);
Icapuí (canoa ligeira);
Igapó (região alagada mesmo durante a estiagem);
Iguaçu (água grande);
Ipê (casca dura);
Iperu (cação, tubarão);
Ipira (rio do peixe); 
Ipu (fonte, bica);
Itá (pedra); 
Itacoatiara (pedra pintada); 
Itaim (pedra pequena); 
Itapemirim (pedra pequena);
Itapevi (pedra chata, plana e lisa);
Itaquera (pedra dura);
Itaqui (pedra mole);
Itatiaia (pedra úmida);
Itu (cascata, queda d'água, salto, cachoeira);
Jaci (lua);
Jabaquara (rocha);
Jaboatão (vem de Yapoatan, nome de uma planta);
Jaguarari (onça pequena);
Jereré (espécie de rede para pegar peixe ou camarão); 
Mangará (planta);
Mangaratiba (ajuntamento de mangarás); 
Maracá (chocalho);
Maxaranguape (cobra que faz barulho);
Muamba (produtos roubados);
Mutamba (fruta dura);
Nhenhemhém (falar, falar repetidamente); 
Pacajus (paca amarela);
Panati (rio das borboletas);
Paquetá (muitas pacas);
Parnamirim (pequeno rio); 
Peruíbe (rio dos tubarões);
Piau (piaba maior);
Piauaçu (coragem); 
Piauí (rio dos piaus);
Picuí (rolinha, pombinha); 
Piracema (saída do peixe do rio para reproduzir); 
Pirapora (lugar abundante em peixes); 
Piratininga (peixe seco);
Pororoca (fenômeno natural que ocorre no rio Amazonas. É o encontro das águas do mar com as do rio provocando um estrondo com o barulho das ondas); 
Quixó (armadilha de pedra; lugar apertado para morar); 
Sauípe (caminho das formigas);
Taba (aldeia indígena);
Tambaú (rio das conchas);
Tarauacá (rio dos paus);
Tiba (ajuntamento);
Timbaúba (um tipo de planta da caatinga);
Tocantins (bico ou nariz de tucano);
Toritama (tori=pedra; tama=região);
Tucuruí (rio dos gafanhotos);
Tucura, Tucuruvi (gafanhoto);
Tupã (nome de uma entidade mitológica);
Uba (pai, tio paterno);
Ubá (embarcação indígena, canoa);
Ubajara (o dono da canoa, o remador);
Urupema (peneira de palha).