terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CARTÃO DE NATAL (JOÃO CABRAL DE MELO NETO)

Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno, 
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de voo, e parece
em vão enfim poder
explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro comer a ferrugem,
o sim comer o não.

MELO NETO, João Cabral de. Museu de tudo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. In: PDE - Gestar II - Programa Gestão da Aprendizagem Escolar AAA 3 - Gêneros e tipos textuais - versão do aluno. Brasília: 2008, 2 p. p.44

PROGRAMAÇÃO DE NATAL EM GUAMARÉ


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NAQUELA CADEIRA ESTÁ FALTANDO ELE

                                             (Fonte da foto: naufrago-da-utopia.blogspot.com)


A Academia Brasileira de Letras(ABL) perde um ilustre membro com o falecimento ocorrido na manhã do dia 4 de dezembro de 2016, no Rio de Janeiro. Estava internado devido à pneumonia. Trata-se de José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar, poeta maranhense, de 86 anos. Foi também crítico de arte, teatrólogo, biógrafo (escreveu muitas memórias) e colunista da Folha de São Paulo, para a qual escrevia toda semana. 

Por suas fortes convicções políticas, fazia resistência à ditadura militar, por isso, viveu no exílio em Buenos Aires.

Reconhecido a nível nacional e internacional, foi indicado em diversas premiações. Por exemplo, ganhou o Prêmio Camões em 2010. E obtendo mais oportunidades de expandir seu trabalho, tornou-se imortal da Academia(ABL) em 2014. 

Este Blog já divulgou várias vezes poemas desse grande escritor. Confira nos marcadores "Poemas/Poesia, Ferreira Gullar".

Autor do Poema "Traduzir-se", que é conhecida como bela música na voz de Fagner, Gullar é fácil de traduzir-se, pois percebe-se que sua temática está comprometida em questionar o lado político e o social. Dessa forma, contribuiu grandemente para a cultura brasileira e fora do país.

sábado, 3 de dezembro de 2016

ATÉ OS CÉUS CHORARAM... E A ESPERANÇA NO SORRISO DE UMA CRIANÇA

Muita emoção no velório coletivo em Chapecó, São Paulo e Rio de Janeiro. A solidariedade ajudou a minimizar a dor dos parentes, amigos e fãs.

Chapecó debaixo de chuva homenageou seus filhos. Os cinquenta caixões ocuparam o espaço separado para as famílias terem seu momento de despedida. Em seguida houve: 

Entrada das bandeiras do Brasil, da Colômbia, de Chapecó e da Associação Chapecoense;

Hino nacional brasileiro e de Chapecó;

Discurso do Presidente da República, Michel Temer e do Prefeito de Chapecó.

A entrada do mascote acompanhado dos pais, representando a família chapecoense;

Desfile de pessoas com camiseta branca trazendo o nome de cada jogador, e depois soltaram balões à medida que chamavam o nome de cada um;

Hino: "Mais perto quero estar" (antigo, belíssimo, muito conhecido pelos cristãos);

Distribuíram flores e camisetas do time para as famílias enlutadas;

Momento ecumênico; 

Mensagem do Papa Francisco;

Leitura das passagens bíblicas: 1 Coríntios 13 e Salmo 23 - na voz de Cid Moreira;

Honras militares. 

Após a cerimônia, 15 corpos permaneceram no estádio para serem enterrados nessa cidade interiorana de Santa Catarina, que chamou a atenção do mundo com o ocorrido, pois viveu esses dias de dor, porém, recebeu muita solidariedade, e com o silêncio de cada um nos ensinou sobre a união, a fé, a esperança e o amor.

O Rio Grande do Norte ainda aguarda para fazer o velório do seu filho, também guerreiro.

E encerro meu texto com as palavras de Galvão Bueno, quando falou hoje pela manhã no comentário da passagem do cortejo em Chapecó, ao citar uma frase de Aristóteles: "A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las." Lembramos, então, dos sobreviventes que ainda se encontram em processo de recuperação física e emocional.

FEIRA DO EMPREENDEDOR - PROJETO DESPERTAR - GUAMARÉ-RN




























quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

LOS NADIES (TEXTO DE EDUARDO GALEANO)

Sueñan las pulgas con comprarse un perro y sueñan los nadies con salir de pobres, que algún mágico día llueva de pronto la buena suerte, que llueva a cántaros la buena suerte; pero la buena suerte no llueve ayer, ni hoy, ni mañana, ni nunca, ni en lloviznita cae del cielo la buena suerte, por mucho que los nadies la llamen y aunque les pique la mano izquierda, o se levanten con el pie derecho, o enpiecen el año cambiando de escoba.

Los nadies: los hijos de nadie, los dueños de nada.
Los nadies: los ningunos, los ninguneados,
corriendo la liebre, muriendo la vida, jodidos, rejodidos.
Que no son, aunque sean.
Que no hablan idiomas, sino dialectos.
Que no profesan religiones, sino supersticiones.
Que no hacen arte, sino artesanía.
Que no practican cultura, sino folclore.
Que no son seres humanos, sino recursos humanos.
Que no tienen cara, sino brazos.
Que no tienen nombre, sino número.
Que no figuran en la historia universal, sino en la crónica roja de la prensa local.
Los nadies, que cuestan menos que la bala que los mata.

GALEANO, Eduardo. El libro de los abrazos. Buenos Aires: Ediciones P/L@, 2000. p. 52. In: cercanía Espanhol. Ensino Fundamental: Anos finais, 9º ano. 3. ed. São Paulo: Ed. sm, 2015. p.53.

FEIRA DO EMPREENDEDOR - PROJETO DESPERTAR

Hoje, dia 30 de novembro de 2016, está sendo realizada em Baixa do Meio, e 1º de dezembro será em Guamaré.

É a 3ª edição do Projeto Despertar. Vem sendo desenvolvido no município desde 2014, numa parceria da Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte, VI DIRED, Sebrae, Escola Estadual Monsenhor Joaquim Honório. O município colabora com o transporte para levar a professora e a secretária do curso para a aula em  Baixa do Meio, e a Secretaria de Turismo colabora com a estrutura da Feira, na organização dos stands.