quarta-feira, 13 de julho de 2016

QUEM FOI MARIA LALY CARNEIRO?

Uma potiguar, médica, nascida em Mossoró-RN, presa em 1964 durante o regime militar. Vivia na França, onde casou com um conde e teve 3 filhos. Faleceu ontem, dia 12 de julho de 2016, aos 80 anos.

Conheça sua história através do site www.tribunadonorte.com.br 

CONSTRUA A ARCA!

"A preguiça é a chave da pobreza." Este foi um dos provérbios populares que aprendi na infância e vejo fundamento no que transmite, pois não se trata apenas da pobreza, como sendo a falta de bens materiais, mas a pobreza de espírito, porque quem não se movimenta, "não mexe uma palha" e fica aguardando as bênçãos caírem dos Céus sem fazer esforço, morrerá pobre.

Quanto à pobreza espiritual, se você não ora, não canta, não testemunha, o que está fazendo e esperando da vida? Quem não planta não tem direito a colher. Semeia-se hoje para colher amanhã, nem que esse amanhã, aos nossos olhos, demore muito tempo.

Quando foi para chamar Lázaro do túmulo, Jesus Cristo disse: remova a pedra. Quando foi para curar um paralítico que foi trazido por amigos, Ele deixou que descessem a maca pelo teto, quando poderia ter ido lá fora. Ele espera que façamos a nossa parte.

Estude, faça concurso, aceite estágio sem ser remunerado, se recicle, atualize-se. Por menor que seja o primeiro passo que você esteja dando, valerá a pena plantar a semente.

Não durma no ponto, a fila anda. Noé esperou um século para cair a chuva prometida por Deus. Pela fé, alcançou a bênção, mas o terreno foi preparado quando foi dada a chance de construir a arca. Deus pede um pouco de nós e complementa a obra.

Acrescento o provérbio que diz: "prevenir o futuro é mangar do tempo". Você vai esperar que chova para apanhar a roupa no varal?


domingo, 10 de julho de 2016

ANIVERSARIANTES DE JULHO

Deus, o autor da vida, reserva muitas bênçãos para o amanhã que virá, e você é um(a) dos(as) escolhidos(as) para recebê-las. Vale a pena crer! Parabéns!


O QUE ESPERAMOS DO MUNDO E O QUE O MUNDO ESPERA DE NÓS

Um dia, quando estava perto de deixar a terra, Jesus Cristo disse aos discípulos: "não ameis o mundo nem as coisas que no mundo há". Hoje, consigo entender claramente as palavras dEle, pois ao tentar Jesus no deserto, o inimigo ofereceu toda a glória deste mundo se Ele o adorasse, no entanto, Jesus resistiu falando: "vai-te, porque está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus". (Mateus 4:4) 

A glória que o mundo dá é passageira e a de Deus é eterna. Isso mostra que o ser humano foi sequestrado do Éden, que Jesus pagou o resgate, e que deixar de ter fé enfraquece o espírito. Vale a pena crer, confiar, fortalecer e esperar para ter o corpo glorificado por Deus.

Sendo assim, nós podemos desfrutar de muitas coisas nesse mundo, porém ele está contaminado de desgraça. Adianta ficar feliz vendo meu próximo sofrendo? É desemprego, injustiça, falsidade, traição, falta de amor, corrida por fama e dinheiro, corrupção, vida ceifada de forma inesperada e cruel. O que prevalece é mais negativo do que positivo. Em quem confiar? Penso nas crianças que estão a esperar por um mundo melhor. O que posso fazer pelos que ainda virão?

Também algumas vezes nos encontramos no deserto da tentação, no vale da sombra da morte. Só Deus para ter misericórdia de nós! Devemos, portanto, levar uma vida normal, mas sabendo que Deus pedirá contas. O tempo é efêmero e pouco nos resta dele. Precisamos de sabedoria para abrirmos os olhos acerca do que se passa ao nosso redor, necessitamos de desapego material e de amar mais o outro.

Não troco minha salvação pela glória deste mundo. A Bíblia dá a entender que teremos um acerto de contas com Deus, a terra será restaurada, Jesus descerá com a Cidade Santa e ainda conheceremos outros mundos onde não houve pecado. A eternidade promete ser um paraíso, no entanto, vamos fazer a nossa parte, polindo, lapidando o nosso caráter.




quarta-feira, 6 de julho de 2016

MANEIRA DE AMAR (TEXTO DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

     O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

     Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.

    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.

     Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A  mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. "Você o tratava mal, agora está arrependido?" "Não", respondeu, "estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava."

ANDRADE, Carlos Drummond de. A cor de cada um. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 1997. p. 30. In: PENTEADO, Ana Elisa de Arruda...[et al.] 4. ed. São Paulo: Edições SM, 2015. - (Para viver juntos) p.280

sábado, 2 de julho de 2016

NUNCA PARE DE SONHAR (MÚSICA DE GONZAGUINHA)

Ontem um menino
Que brincava me falou
Hoje é a semente do amanhã

Para não ter medo
Que este tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar

Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será


Gonzaguinha. Nunca pare de sonhar. Grávido. EMI, 1984. CD. In: OLIVEIRA, Tania Amaral de...[et al]. Tecendo Linguagens: Língua Portuguesa. 9º ano. 4ª ed. São Paulo: IBEP, 2015. p. 203.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A TROCA (TEXTO DE LYGIA BOJUNGA)

       Para mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.
       Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede; deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.
        De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.
         Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça. Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.
        Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
        Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que - no meu jeito de ver as coisas - é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.
        Mas como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra - em algum lugar - uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.

BOJUNGA, Lygia. Livro: um encontro com Lygia Bojunga. 2. ed. Rio de Janeiro. Agir, 1998. In: OLIVEIRA, Tania Amaral de... [et al]. Tecendo Linguagens - Língua portuguesa: 7º ano. 4ª ed. São Paulo: IBEP, 2015. p.125-126