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quinta-feira, 11 de maio de 2023

REDAÇÃO: TERROR PARA UNS E PRAZER PARA OUTROS

     Aproxima-se o ENEM e os estudantes começam a suar as mãos, tremer a barriga só de pensar na redação. Até mesmo para os veteranos em concurso, quando se fala em redação é um clamor resumido em "Deus nos acuda! É normal apresentarem comportamento de medo e insegurança.

    Os alunos se enganam em achar que estão lendo o suficiente só por que passam muito tempo nas redes sociais. Eles esquecem que usam diariamente uma linguagem simples, e sentem dificuldade em interpretar um texto. Trata-se de uma geração impaciente, que não quer raciocinar por muito tempo, por isso deixa de se inscrever por não saber escrever o texto com qualidade. Chegam a escrever em quantidade, no entanto, sem coesão, coerência, e isso dificulta a clareza nas ideias.

    É lendo mensagens, notícias, diversos gêneros textuais, que qualquer pessoa se atualiza quanto à estética, conteúdo e pode produzir um bom texto. Dessa forma pode argumentar e expor seu ponto de vista de forma indireta. Redigir bem é uma arte. É jogar com as palavras. Não é escrever só por escrever, mas lapidar o texto com os artifícios da gramática. É dizer a mesma coisa que outros já disseram, porém, de uma maneira toda especial dando uma nova roupagem, enriquecendo a produção.

    Assim, não se deve escrever apenas para preencher a quantidade de linhas necessárias. É preciso ter uma boa visão de mundo, prender a atenção do leitor. Instigar a ler o próximo parágrafo, demonstrar segurança no tema abordado e no final deixar o gostinho de "quero mais". É encantar o leitor. Portanto, a prática da leitura e escrita aperfeiçoa esse manejo com as palavras. Basta usar a imaginação, cair em campo para construir e aguardar o resultado. Vale a pena tentar! 

domingo, 9 de julho de 2017

ESCREVER BEM EXIGE BOA VONTADE

Pedi aos alunos para escreverem um texto baseado na frase "Os números governam o mundo", de autoria atribuída a Platão. Observei a dificuldade na escrita e até mesmo na compreensão do tema, dei as coordenadas, fui mediadora do entendimento, pois alguns sentiram que é mais fácil falar do que redigir, e conseguiram construir depois de muito insistir. E complementei com a seguinte frase de Galileu, "Os números são o alfabeto da natureza".

Sinto que a internet tem interferido na produção textual solicitada na sala de aula, porque os alunos querem se inserir em pedagogia de projetos, lidando com a prática e desprezando a teoria, dando mais atenção aos textos que circulam nas redes sociais, porém, ficam muito à vontade e relaxam na norma padrão, atropelando e assassinando o idioma.

Ao escrever existe a preocupação de não repetir as palavras. Para isso é importante bastante leitura para ampliar o vocabulário. Eu digo que para se produzir um bom texto também é necessário ter boa vontade. As ideias podem fluir em maior quantidade quando se tem o prazer em ler e escrever.

E assim, a discussão foi ótima, viram a importância dos números ao nosso redor. É número na altura; 
nas horas; 
nos dias da semana, do mês e do ano; 
na idade;
no peso;
no dinheiro;
nas peças de roupa;
no calçado;
no número da casa;
nas páginas do livro;
nos versos e estrofes do poema/poesia; 
no solo, no dueto, no trio, no quarteto, no quinteto, no sexteto;
nas reuniões ordinárias e extraordinárias;
na placa do carro;
no número de telefone;
nos votos;
no sobrenome (Zero, Segundo...);
nas calorias;
no concurso (1º, 2º, 3º lugar...);
na estatística do crime;
nas badaladas do sino;
na contagem do rebanho;
nos graus da temperatura do corpo;
nos graus da temperatura do forno;
nos batimentos cardíacos;
nos andares;
no preço dos produtos;
na dosagem do remédio...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A IMPORTÂNCIA DA ESCRITA


Escrever é liberar pensamentos ao criar ideias, histórias, fantasias, projetos. É comemorar a vida. É falar de despedida. É falar com o coração. É buscar emoção. É registrar para a posteridade. É falar de liberdade. É criticar, é persuadir, é confirmar, é decidir. 

Quantas pessoas não sabem escrever! É uma sensação pior que a de um cego, pois o cego ainda tem o Braille para traduzir com o toque as emoções compartilhadas.

A escrita está na receita da culinária e na do remédio, na letra de música, no acordo de paz, no convite de aniversário e da formatura, no receituário médico, no boletim escolar, na poesia. 

Escrever é caminhar na estrada do mundo das emoções. Cada pessoa tem seu jeito de caminhar. É traduzir-se. 

Sendo assim, não permitamos que o mundo digital enterre a escrita! Adote uma pessoa que não sabe escrever e lhe dê o prazer dessa aprendizagem. 

Eu me emociono quando mantenho contato com documentos antigos dos dossiês dos arquivos. A letra trabalhada, o prazer de escrever e desenhar a letra. 

É isso aí, quem quiser melhorar a letra é só usar caderno de caligrafia, que a deixará bela.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O HÁBITO DA ESCRITA E SUA RELAÇÃO COM O CÉREBRO

Sou professora e convivo com a dificuldade de alunos que não se interessam pela letra cursiva, ainda mais agora com o uso intenso do computador. Também vivencio essa realidade dentro de casa, com meu filho de 11 anos, que prefere escrever com letras maiúsculas (as chamadas garrafais, caixa alta ou bastão). 

Compro caderno de caligrafia, mas ele insiste em escrever dessa forma. Já pedi ajuda às professoras dele, no entanto, elas dizem que deixam os alunos à vontade, porque realmente seria mais lento dar conta de copiarem as atividades na escola, na forma cursiva, porque nem todos entrariam no mesmo ritmo e atrasariam o andamento da aula. As professoras dizem que deixam como tarefa para casa, para que os pais acompanhem, porém, a criança vai crescendo com atividades extras no contra-turno e não dá continuidade como deveria ser. Por outro lado, os pais podem trabalhar fora ou não saber ler e escrever.

Eu sou professora de turmas do Ensino Médio, e nada melhor do que as professoras do Ensino Infantil para ajudar nessa situação, pois na minha infância fiz bastante cópia de textos, técnica que hoje caiu em desuso. 

Escrever, ele escreve o diário, brinca de adedonha, faz as atividades da escola, mas não definiu sua letra. Sei que a base é muito importante, por isso tentei corrigir no início, mas alguns colegas professores também escrevem só com maiúscula, então isso de certa forma atrapalhou, porque meu filho recebeu uma certa influência.

A criança deve ser estimulada a escrever e não apenas a digitar, pois é mais estimulante para o cérebro desenhar a letra do que simplesmente apertar uma tecla. Gostei de um texto escrito por Luís Guillherme Barrucho em 2011, por isso indico para vocês lerem no site http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/mao-ativa-cerebro-35803.shtml Acesso em 02/06/2016, à 01h10min.






terça-feira, 28 de maio de 2013

LINGUAGEM GESTUAL

Quem comunica melhor? É a fala? É a escrita? São os gestos? Tudo começou com os gestos, depois o homem passou a imitar os sons dos animais e a distingui-los, a criar símbolos e a pintá-los, foi avançando da pintura rupestre à pintura moderna, evoluiu até chegar à imprensa, a reproduzir uma quantidade de livros, jornais, revistas e documentos, depois resolveu explorar o mundo virtual, e desse modo, nessa sede de conhecimento, a humanidade foi caminhando em direção à tecnologia que mantemos contato diariamente.

Prosseguindo, o povo vai se deparando com tanta informação na mente, que tem preguiça de falar, e acaba reduzindo a própria linguagem, daí, procura usar mais o internetês. É o caso de porque(pq), você(vc), também(tb), risos(rsrsrsrsrs/kkkkkk)...

Outra forma de encurtar a escrita é escrevendo assim: "vamos em boa hora" passou a ser "vamos embora, vam bora, vai simbora, vai timbora, vamos, bora, e por último, balança a cabeça". Mais exemplos: Vossa Mercê, Vos Mercê, você, ocê, cê. Estamos voltando para os gestos, pois vemos que as pessoas não querem ler ou escrever, ou diminuíram o hábito da leitura. E o nordestinês é outra forma de serem reduzidas as palavras, por exemplo: espera aí, fala-se pera aí; bonitinho/bonitin, gostosinho/gostosin...

É, na verdade, quando faltam palavras ou quando estamos impossibilitados de escrever, o que nos resta é gesticular. Eu tenho exercitado para falar com pessoas que apresentam dificuldade em sala de aula, e tento dentro do possível das minhas limitações. Eu que sou mais de falar e escrever, reconheço a necessidade de me comunicar, por isso estou procurando aprender LIBRAS. Curiosa, sei que sou muito, então, acho que vou me dar bem.
         
Sabemos também que existem gestos que falam por mil palavras, principalmente, quando são sinceros e vêm lá do coração. 
         
Certa vez ouvi uma frase que diz: "a expressão confirma a impressão". Pelo que entendi, a expressão facial e corporal revelam características de alguém. 

E assim, para encerrar, lembremos alguns gestos: o olhar, o aperto de mão, o abraço, os aplausos, a queda de braço em que criança mede forças com o adulto etc.


 Os animais interagem com os visitantes do parque; também se comunicam, vejamos: