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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

TARDE DE AUTÓGRAFO DO CORDELISTA MOSSOROENSE, ANTÔNIO FRANCISCO, NA SECRETARIA DE TURISMO DE GUAMARÉ-RN

O cordelista mossoroense, Antônio Francisco, está em Guamaré. Será homenageado pela Escola Francisca Freire de Miranda, no referido município, no desfile de 7 de setembro. Vamos prestigiar!
Ele esteve na semana passada no Programa "Encontro com Fátima Bernardes", alegrando os telespectadores da TV Globo.

Quem eu encontrei lá? Minha aluna Ana Beatriz, da Escola Estadual Monsenhor Joaquim Honório-Guamaré. Ela conquistou medalha de bronze nos jogos panamericanos na modalidade Taekwondo, em Costa Rica.

E conheci Zelito Coringa, músico de Carnaubais-RN, que é concorrente de um festival. Que voz! Deu show! Quem quiser votar nele, procure a página no Facebook.

Foi uma tarde surpreendente. Gosto muito de viajar no mundo da literatura de cordel. E estar ao lado de um grande artista é mais emocionante ainda.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A LITERATURA DE CORDEL DIZ O QUE VOCÊ QUER DIZER E SABER

Conheci a Casa do Cordel, localizada na Rua Vigário Bartolomeu-Cidade Alta, em Natal-RN, quando fui comprar livrinhos para fazer um trabalho em sala de aula. Ouvi repente ao vivo, bem como embolada gravada, enquanto escolhia esse tipo de literatura na estante. Sou uma mistura de interior e capital. Identifico-me com essa riqueza literária, pois é abrangente; numa linguagem simples transmite conhecimento de qualquer parte do mundo. Os temas mais comuns são ligados à política.

Para quem não sabe, existem as Associações de cordelistas e as Academias de Literatura de Cordel espalhada pelo país. 



O poeta Abaeté é o autor da maioria desses versos expostos. 
Parabéns por seu trabalho!

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre a Casa do Cordel, é só pesquisar:
http://papjerimum.blogspot.com.br/2012/06/casa-do-cordel-em-natalrn-onde-arte-e.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

08 DE OUTUBRO - DIA DO NORDESTINO! Dia de homenagear esse povo trabalhador e guerreiro. Pensar em nordeste brasileiro é lembrar de ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA (PATATIVA DO ASSARÉ). A data foi criada para comemorar o centenário de nascimento dele. Segue um de seus trabalhos:

Sou um poeta do mato
Vivo afastado dos meios
Minha rude lira canta
Casos bonitos e feios
Eu canto meus sentimentos
E os sentimentos alheios

Sou  caboclo nordestino
Tenho mão calosa e grossa,
A minha vida tem sido
Da choupana para a roça,
Sou amigo da família
Da mais humilde palhoça

Canto da mata frondosa
A sua imensa beleza, 
Onde vemos os sinais
Do pincel da natureza,
E quando é preciso eu canto
A mágoa, a dor, a tristeza

Canto a noite de São João
Com toda a sua alegria,
Sua latada de folha
Repleta de fantasia
E canto o pobre que chora
Pelo pão de cada dia

Canto o crepúsculo da tarde
E o clarão da linda aurora,
Canto aquilo que me alegra
E aquilo que me apavora
E canto os injustiçados
Que vagam no mundo afora


PATATIVA DO ASSARÉ. Patativa do Assaré, uma voz do nordeste. Intr. e sel. de Sylvie Debs. São Paulo: Hedra, 2000. p-75-6. (Biblioteca de Cordel)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

ANTÔNIO FRANCISCO TEIXEIRA DE MELO (CORDELISTA/MOSSORÓ-RN)

Escrever é Sonhar
Escrever é meditar
Todo dia, o dia inteiro,
Fazer do vento uma escada,
Do luar um candeeiro,
Para ver o rosto de Deus
Por detrás do nevoeiro.
É viajar dia e noite
No barco da Liberdade,
Num rio feito de versos
Pela criatividade,
Olhando pela janela
Dos olhos da humanidade.
É viver plantando sonhos
Onde mais ninguém plantou,
Sonhar colhendo a semente
Do sonho que ele sonhou,
E sugar o mel das pétalas
Da roseira que murchou.
É transformar um deserto
Numa bonita savana,
Viver dezessete séculos
Num simples fim de semana.
E andar pelas veredas 
Das veias da raça humana.
É plantar grãos de esperança
Numa batalha perdida,
Replantar pontos e vírgulas
Numa folha ressequida,
Deitado nos pés do tempo 
Olhando o rosto da Vida.
É andar pelas estradas 
Sem tirar os pés do chão,
Almoçar ponto e vírgula,
Jantar rima e oração,
E andar na mesma trilha
Dos passos do coração. 
É sentir a dor alheia 
Calando a boca da sua,
Passar a noite acordado 
Pelas esquinas da rua,
Bebendo o suor da noite
Compondo versos pra Lua. 
Ser escritor é pisar 
Onde ninguém bota o pé,
É ser Zé ninguém sem ser 
Escravo de nenhum Zé,
E viver plantando sonhos, 
Saudade, vontade e fé.

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Recentemente, ele esteve em Guamaré-RN, no Projeto Ondas da Leitura, e eu presenciei seu talento. Em outra oportunidade, pude ouvi-lo em Natal-RN, também declamando versos em cordel. Parabéns pelo belo trabalho!