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domingo, 13 de novembro de 2016

CHEGA DE GOLPE!

Você deve ter ouvido falar ou foi vítima de "golpes" que estão se tornando rotina através de celular ou telefone fixo. Alguém diz que quer falar com "fulano de tal", que até já morreu.

É o crime usando o crime.

A gente deixa o que está fazendo para atender uma ligação, aí se depara com quem ouve nossa voz e desliga o telefone. É "um enchimento de saco".

É telefone clonado, cartão de crédito também. Tanta coisa falsificada.  

Seguridade de um lado, fragilidade de outro. Na verdade, estamos vulneráveis por todos os lados.

Pessoas desocupadas tirando a paz de pessoas de bem.

Confiar em quem? Ligam com os nossos dados em mãos, e ainda pedem para confirmarmos. Anunciam sequestro, pedem para transferir dinheiro, agem direto dos presídios.

Gente é conivente com os delinquentes, e essa gente pode estar ao nosso redor, tirando proveito de nossa inocência.

Cuidado com documentos perdidos e chips roubados! 

Outra coisa que me preocupa é a facilidade de se ter chip, pois as operadoras oferecem gratuitamente ou fazem promoções com um preço acessível. 

Eu sei que as pessoas de má fé insistem, ligam de tudo quanto é operadora e desligam para ver se nós damos retorno.

Dá vontade de gritar: "pare o mundo que eu quero descer!" E aí a gente pensa: ir para onde?



quarta-feira, 9 de março de 2016

CULTURA DIGITAL

As Tecnologias de Informação e Comunicação-TICs nos cercam o tempo todo. Por mais que queiramos relaxar um pouco, acabamos sendo dependentes das máquinas. Um dia foi o rádio, a televisão, o vídeo cassete, o walkman, o DVD; hoje é o smartphone, o tablet, o notebook, ou seja, qualquer celular por mais simples que seja está fazendo parte da rotina da criança, do adolescente e do idoso. Quer uma calculadora, agenda, e-mail, fazer compras? Está tudo ali. Quer usar em entretenimento das crianças? Também resolve.

Eu lembro que houve polêmica ao surgir a televisão, pois se dizia que era uma babá eletrônica. A mãe precisava se ocupar com outras coisas, aí deixava a criança absorvendo ideologia e consumismo tão cedo.

Como tudo tem o lado positivo e o negativo, algumas famílias se  preocupam com o uso em demasia, pois as crianças deixam o livro de lado, uma vez que podem pesquisar na internet e passam muito tempo ligadas a jogos. Fala-se também em doenças acarretadas pela postura incorreta ao manusear esses equipamentos, devido ficarem tantas horas sentadas, e ainda apresentam a visão cansada por passarem horas e horas com o olhar vidrado na tela.

Percebe-se também que as pessoas estão inquietas, impacientes, sem querer saber de diálogo, pois ficam elétricas no ritmo das máquinas, na correria de apertar o botão, sendo intemperantes no horário de dormir, mudando completamente seu horário de alimentação e descanso, deixando a desejar o tempo que deveria ser dedicado à família. É uma loucura, parece mais uma epidemia: ninguém olha mais nos olhos do outro, as pessoas lado a lado compartilham postagens no whatsapp, e ainda por cima, usam imagens para complementar e simplificar a conversa, que vai ficando cada vez mais abreviada. E ainda existem os riscos das redes sociais. 

Tem mais, se por um lado essa tecnologia é uma aliada da educação, há quem reclame, quem a ignore. E aí, fazer o quê? É o nosso mal de cada dia que por outro lado faz um bem danado!

sábado, 25 de abril de 2015

A GERAÇÃO WHATSAPP

Flagrei alguns alunos no corredor da escola, em horário vago, bem descontraídos! Estavam "reunidos", mas não "unidos" para ouvir a voz do outro. Eles sentados ali, lado a lado, mas conversando pelo celular. Estão próximos, no entanto, não se encaram, e o diálogo é só gíria e internetês. 

Passei pela geração do rádio, da televisão (antiga babá eletrônica), do walkman, e agora, da internet, mas o que eu sinto como mãe e professora, é a falta da conversa olho no olho. Também, na hora de escreverem, limitam-se a usar as palavras que são comuns aos grupos. Para levá-los à sala de leitura e multimídia é com muita insistência; preferem jogos e filmes. Não querem trocar informações, terminam sendo bancos de dados. 

Ouvi um geriatra dizer que estamos nos enchendo de informações, mas pouco pensamos e deixamos de processar as ideias. Precisamos exercitar mais o cérebro, porque nos limitamos a apertar botão, olhar as imagens, brincar com jogos do tablet e ainda reduzimos as palavras. Outra coisa, os alunos querem tirar foto do que escrevemos na lousa para compartilhar em vez de escrever.

Tablet virou até brinquedo infantil. Se por um lado a tecnologia estimula a criatividade, por outro, isola parentes e amigos do convívio social corpo a corpo.

Crianças, adolescentes e adultos, vamos dividir melhor o tempo sem esquecer a hora do aperto de mão, do cheiro, do beijo e do abraço! A máquina não sorri, não chora, só faz o que fazemos, então, como ficam os sentimentos? 

Acredito que as pessoas perdem um pouco da sensibilidade se não se socializarem, pois nada substitui o afago, por mais que venhamos a dizer palavras belíssimas aos amigos virtuais. O amor ao próximo exige mais atitude do que elogios. Dentro de muitos lares os pais chamam os filhos para a refeição pelo whatsapp, quando se encontram espalhados no banheiro, na sala, no quarto, no jardim, na piscina ou na cozinha. Dá vontade de rir, porém é a pura realidade. 

E postam lá: hoje é dia do abraço, do beijo, do amigo, da mãe, do pai, da tia, da avó, do sobrinho, estando juntinhos, mas não se tocam.





quinta-feira, 17 de abril de 2014

TEMA DA AULA: A COMUNICAÇÃO NA SOCIEDADE ATUAL/REGRESSÃO NA FALA E NA ESCRITA

A sensação que tenho é que estamos regredindo não apenas nos valores sociais, mas também na linguagem falada e escrita, pois a rapidez da comunicação ao tentar acompanhar o ritmo da tecnologia tem encurtado as palavras.

As imagens complementam a mensagem que queremos passar; os gestos falam mais rápido ainda.

Vejamos como era dito antes e como vemos muitos dizerem em nossos dias:
Vamos em boa hora - vamos embora - vambora - simbora - imbora - bora
Vossa Mercê - Vosmercê - você - ocê - cê - vc
Vocês - vo6 - 6 vcs
Senhora - Sinhora - Inhora
Esteja - teja
Estava - tava
Está - tá - tah
Estão - taum
Estou - tô
Mesmo - mermo - memo
Criança - crica
Filha - fia
Também - tbm
Beijos - bjs
Virgem - vige - vixe - vix - vich
Menina - mina
Internet - net
Obrigado(a) - obg, bgd
Tudo bem - tdb
Ridícula - ridi
Homem - omh
Aplicativo - app
Perfeito - pft
Poste/Posto - pst
Algum(a) - algm
Alguém - alg
Quem - qm
Aqui - aki
Que - q
Por favor - pf
Povo - pv
Sério - sro
Legal - lg
Naquele(a) - nql
Resto - rst
Música - msc
Velho - véi
Problema - pro
Professora - fessora, prof.
Gente - gnt
Mulher - mlr
Por favor - pfvr
Tipo- tpw
Firmeza - fmza
Fofo - fofu, fofix
Cala a boca - clbc
Bote(o/a) fé - btf
Aqui - aq
Como/com - cm
Ninguém - ngm
Perfeito - pfto
Demais - dms
Amor - amr
Alguém - alg
Quase - qse
Meu Deus - mDs
Cadê você - kdvc?
Cara - Kra
Maior - moh
Do que - doke
Depois - dps
Fiquei - fikei
Muito - mt/mto
Foto - ft/fto
Nome - nm
Todos - tds
Tudo - td
Pode ser - pdsr
Tchau - xau
O que - oq
Por que/Porque - pq
Nada - nd
Brincadeira - brinks
Nunca - nunk
Celular - cel
Computador - pc
Desculpa - dclp
Tá ligado (a) - tlg/tlgd
Pois é - psé
Sempre - smp
Hoje - hj
Sei lá - slá
Aquilo/Aquele (a) - aql
Maior - mó
Falo (a) - fl
Verdade - vdd
Vamos - vms
Nojenta - njt
Para - p
Amigas amg(s)
De nada - dnd
Nada - nd
Não - naum, ñ, nn, n
Sim - s, ss
Relaxo, relaxe, relax - rlx
Mesmo - msm
Quando - qnd, qdo
Gosto, gosta - gst
Gostar - gstr
Quer - qr
Falar - flr
Falou - flw, flws
Valeu - vlw, vlws
Certo - crt
Novidades - 9dades, 9dads
Homem - homi - ome
Casa - ksa - ks
Pode - pod
Dizer - dzr
Bem - bm
Onde - ond
Saudades - sdds
Espera - pera
Lesada - lesa
Peço - peçu
Pode - pod
Cadê - kd 
Risos - rsrsrsrsrsrs, kkkkkkkk, lol
Ontem - ont

E assim vão criando gírias e internetês.

Como professora de Língua Portuguesa vejo o desinteresse dos alunos em usar a forma adequada, formal, padrão. Eles querem ir pelo caminho mais fácil usando a forma reduzida. Logo, tem sido difícil trabalhar na sala de aula, pois só querem abreviar e não querem perder tempo raciocinando. Para eles, nada de esforço mental se podem se comunicar desse jeito.

Vale salientar que a colaboração com a maior parte das palavras aqui citadas foi de uma aluna de 12 anos.

Vocês podem colaborar através de comentário. Enviem mais palavras para que eu possa desvendar o que se passa na cabeça desses alunos. Aguardarei contato através do e-mail samaragm.prof@gmail.com