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terça-feira, 8 de agosto de 2017

O CÃO E O LOBO

Um cão estava passeando pela floresta quando topou com um lobo magro. Aos poucos os dois fizeram amizade.
_ Puxa, cachorro! Como você está gordo e bem tratado...
_ É que eu tenho um dono. Meu dono me dá três boas refeições por dia, escova me pelo, me dá uma casa de madeira... Em troca disso, pede que eu lhe guarde a casa dos assaltantes e lhe faça um agrado de vez em quando.
_ Só isso? Mas deve ser maravilhoso ter um dono - concluiu o lobo.
O cão então convenceu o lobo a acompanhá-lo, certo de que seu dono gostaria de ter mais um animal de estimação.
Os dois andaram por um certo tempo, até que o lobo percebeu uma coleira no cachorro.
_ O que é isso? _ Perguntou o lobo.
Ah, isto é uma coleira. Às vezes meu dono se irrita e me prende numa corrente. Mas é por pouco tempo, logo eu estou solto de novo.
O lobo parou, pensou um pouco... e voltou atrás. De longe, ainda falou para o cachorro:
_ Não, cachorro. Não sirvo para essa vida. Eu  sei que mais vale a liberdade com fome do que o luxo na prisão.

PORTELA, Fernando et. al. Sete faces da fábula. (Projeto e orientação literária). São Paulo: Moderna, 1992. p.74. (Coleção Veredas). In: 3. ed. São Paulo: Moderna, 2009. Livro didático do 6º ano. 336 p. p. 119.

sábado, 6 de maio de 2017

O ESTÔMAGO E OS PÉS

O estômago e os pés discutiam sobre sua força. Como os pés, a toda hora, dissessem que eram tão superiores em força que carregavam o próprio estômago, este respondeu: "Mas, meus caros, se eu não fornecesse alimento, vocês não poderiam carregar-me."
Assim também, nas armadas, o número de soldados nada significa, se os generais não são excelentes ao darem a ordens.

ESOPO. Esopo: fábulas completas.Tradução de Neide Smolka. São Paulo: Moderna, 1994. p. 92. In: SARMENTO, Leila Lauar,  Português: leitura.produção, gramática. 3ª ed. São Paulo: Moderna, 2009, 6º ano. p. 80.   

terça-feira, 31 de maio de 2016

O GALO E A PÉROLA (ESOPO)

Um certo dia, um nobre perdeu uma pedra preciosa: uma pérola! Ordenou aos seus criados que procurassem por toda a propriedade, mas a busca foi infrutífera. Mandou então alargar as buscas a toda a aldeia, mas nada... nem sinal da pérola! Assim, com o passar do tempo, o nobre, desolado, foi-se habituando à ideia de ter perdido aquela pedra preciosa que tanto dinheiro valia e que mais valor sentimental tinha ainda!

Uns tempos depois, um galo, que andava a procurar comida pelo chão das zonas mais remotas do lugar, vislumbrou algo que brilhava ao sol. Atraído pela luminosidade, correu a ver de que se tratava. Mas ficou desiludido ao ver que era uma pérola...

Oh! Uma pedra... É dura demais para comer e de nada me serve! De bom grado trocaria por um pedaço de cereais! - e, desolado, afastou-se procurando afincadamente um pedaço de alimento no chão que ia percorrendo.

Moral da história: As coisas têm o valor que atribuímos.

Fonte: FEITOSA, Ana Thais... [et. al.] Livro Diário. Fortaleza: Editora IMEPH, 2014. p. 26


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A FORMIGA E A POMBA

Uma formiga foi à margem do rio para beber água. Arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar, quando uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza perto dela. A Formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem.

Pouco tempo depois, um caçador de pássaros veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da Pomba, que repousava num galho, sem perceber perigo.

A Formiga, compreendendo o que o caçador pretendia fazer, deu-lhe uma ferroada no pé. Imediatamente, o homem deixou cair sua armadilha, e com isso a Pomba pode voar para longe a salvo.

                                                                                             (ESOPO)

Moral: Quem é grato sempre encontra oportunidades para mostrar sua gratidão.

Fonte: DELMANTO, Dileta e CARVALHO, Laiz B. de. Língua Portuguesa. 6º ano. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O CACHORRO E SUA SOMBRA (ESOPO)

Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne, ao cruzar a ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.

Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o animal refletido na água, para tomar a porção de carne que julga ser maior que a sua.

Agindo assim ele perdeu ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.

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Moral: Ninguém deve trocar o certo pelo duvidoso.

ESOPO. In: DELMANTO, Dileta. Jornadas. Port. - Língua Portuguesa, 8º ano, Laiz B. de Carvalho. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 157.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O LEÃO APAIXONADO E O CAMPONÊS

Um leão se apaixonou pela filha de um camponês e a pediu em casamento. Como não queria dar sua filha a um animal selvagem a quem temia dizer não, o camponês imaginou o seguinte: declarou ao leão, que o pressionara insistentemente, que o considerava digno de casar com sua filha. Ele lha daria sob uma condição: que arrancasse os dentes e aparasse as garras, pois isso o assustava. O leão aceitou a proposta facilmente: estava apaixonado. Mas, em troca, conseguiu apenas o desprezo do camponês, pois quando voltou, foi expulso a pauladas.
Se, ao confiar em alguém, renuncias a tuas prerrogativas, tu te tornas presa fácil para os que até então te temiam.

(Esopo. Fábulas. Porto Alegre: L&PM, 1997. p. 113)

sábado, 19 de julho de 2014

A ANDORINHA E OS PÁSSAROS

Nos primeiros dias da estação de caça, a andorinha sentiu o perigo que rondava seus irmãos. Convocou então os pássaros para uma assembleia e aconselhou-os a arrancar dos carvalhos as parasitas viscosas. E acrescentou:

_ Se vocês não conseguirem fazer isso, vão até os homens e peçam-lhes para não recorrer ao visco para nos pegar.

Os pássaros riram, achando que a andorinha não estava bem do juízo. Ela, por seu lado, foi até os homens e pediu-lhes clemência. Eles a acolheram por vê-la tão inteligente e deram-lhe abrigo. A andorinha encontrou refúgio e proteção entre eles. Já os outros pássaros foram pegos e serviram de alimento para os homens,

Moral da fábula: Quem sabe prever os perigos consegue se safar melhor.


(Esopo. Fábulas de Esopo. Porto Alegre. L&PM.1997. p. 81.) IN: CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. 7.ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2010.

terça-feira, 13 de maio de 2014

A QUEIXA DO PAVÃO


O pavão veio queixar-se à deusa Juno. Queria saber por que razão o rouxinol havia de cantar melhor que ele.

_ Não te preocupes - disse a deusa. _ Tu não sabes cantar, é certo, mas tuas penas são tão formosas, cheias de olhos que parecem estrelas. Todos os animais invejam a tua beleza.
Porém ao pavão não restava consolo.

_ Não me interessa a beleza, mais valera saber cantar - retrucou o pavão.
Ao que Juno retrucou irritada:

_ Não poder querer ter de tudo. O rouxinol tem o canto, a águia tem a força e tu tens a formosura. Segura tua língua tola e contenta-te com tuas dádivas.

MORAL: NÃO DISCUTA COM A NATUREZA

Fonte: (Adaptado de Fábulas de Esopo. Tradução: Manuel Mendes da Vidigueira. São Paulo, Edições Cultura, 1943. Citado em: OLIVEIRA, Gabriela Rodella de et ali. Português: a arte da palavra, 6º ano. 1ed; São Paulo, AJS Ltda. 2009. p.57)

sábado, 8 de março de 2014

O TOURO E AS RÃS

Enquanto dois touros lutavam furiosamente pela posse exclusiva de certa campina, as rãs novas, à beira do brejo, divertiam-se com a cena. Uma rã velha, porém suspirou:

_ Não se riam, que no fim da disputa, vai ser doloroso para nós.

_ Que tolice! _ exclamaram as rãzinhas. _ Você está caducando, rã velha!

A rã velha explicou-se:

_ Brigam os touros. Um deles há de vencer e expulsar da pastagem o vencido. Que acontece? O animalão surrado vem meter-se aqui em nosso brejo e ai de nós!...

Assim foi. O touro mais forte, à força de marradas, encurralou no brejo o mais fraco, e as rãzinhas tiveram de dizer adeus ao sossego. Inquietas sempre, sempre atropeladas, raro era o dia em que não morria alguma sob os pés do bicharoco.

Moral: É sempre assim: brigam os grandes, pagam o pato os pequenos.

(LOBATO, Monteiro. Fábulas e histórias diversas. São Paulo: Brasiliense, 1955. p. 33.)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A LEBRE E A TARTARUGA

A lebre estava se vangloriando de sua rapidez, perante os outros animais:

_ Nunca perco de ninguém. Desafio a todos aqui a tomarem parte numa corrida comigo.

_Aceito o desafio! Disse a tartaruga calmamente.

_ Isto parece brincadeira. Poderia dançar à sua volta por todo o caminho, respondeu a lebre.

_ Guarde a sua presunção até ver quem ganha, recomendou a tartaruga.

A um sinal dado pelos outros animais, as duas partiram. A lebre saiu a toda velocidade. Mais adiante, para demonstrar o seu desprezo pela rival, deitou-se e tirou uma soneca.

A tartaruga continuou avançando com muita perseverança. Quando a lebre acordou, viu-a já pertinho do ponto final e não teve tempo de correr para chegar primeiro.


Moral: Não subestime a capacidade do outro, você poderá se surpreender, pois o mundo é dos espertos.

Fonte: PDE/GESTAR II - Língua Portuguesa, Versão do professor, p. 83

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O ELEFANTE E O MOSQUITO




Uma noite, o Elefante e o Mosquito ficaram até tarde na rua e acabaram perdendo a hora.
"Essa não!", disse o Elefante quando eles viram um relógio. "Eu já devia estar em casa há vinte minutos. Meus pais vão me matar. É melhor ligar para eles.
"Para que se preocupar?", disse o Mosquito. "Em cinco minutos você chega em casa. Qual o problema?"
Então o Elefante não ligou.
Quando chegou em casa, os pais dele o deixaram uma semana de castigo, pois ele não avisou que ia se atrasar.

Moral: Nunca dê ouvidos a um inseto falante.

Jon Scieszka. Sapos não andam de skate. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2001.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A RAPOSA E AS UVAS




Sentindo muita fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar bastante uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. “Que delícia”, pensou a raposa: “era disso que eu precisava para adoçar a minha boca”. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse dessas uvas eu não comeria.

.Moral: Quando algumas pessoas não conseguem o que querem, culpam as circunstâncias, e o que é pior, desistem facilmente.

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Fábula atribuída a Esopo, adaptada por La Fontaine, e trabalhada pelos alunos em sala de aula. Fonte: Google.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A RAPOSA E A CEGONHA

A raposa e a cegonha mantinham boas relações e pareciam ser amigas sinceras. Certo dia, a raposa convidou a cegonha para jantar e, por brincadeira, botou na mesa apenas um prato raso contendo um pouco de sopa. Para ela foi tudo muito fácil, mas a cegonha pode apenas molhar a ponta do bico e saiu dali com muita fome.
_ Sinto muito, disse a raposa. Parece que você não gostou da sopa.
_ Não pense nisso, respondeu a cegonha. Espero que em retribuição a esta visita, você venha em breve jantar comigo.
No dia seguinte a raposa foi pagar a visita. Quando se sentaram à mesa, o que havia para o jantar estava contido num jarro alto, de pescoço comprido e boca estreita, no qual a raposa não podia introduzir o focinho. Tudo o que ela conseguiu foi lamber a parte externa do jarro.
_ Não pedirei desculpas pelo jantar, disse a cegonha, assim você sente no próprio estômago o que senti ontem.

Moral da história: Quem com ferro fere com ferro será ferido.

(Fábula atribuída a Esopo)
Colaboração: Aluno do 8º "B" - Escola Estadual Monsenhor Joaquim Honório - Guamaré/RN

A MOÇA E A VASILHA DE LEITE

Uma moça ia ao mercado equilibrando na cabeça a vasilha de leite. No caminho, começou a calcular o lucro que teria com a venda dele.
_ Com este dinheiro, comprarei muitos ovos. Naturalmente, nem todos estarão bons, mas, pelo menos, de três quartos deles sairão pintinhos. Levarei para vender no mercado. Com o dinheiro que ganhar, aumentarei o estoque dos ovos. Tornarei a pô-los a chocar. Comprarei um lindo vestido para o casamento e, em breve, terei uma boa fazenda de criação. Ficando rica, os homens, pedir-me-ão em casamento. Escolherei, naturalmente, o mais forte, o mais rico e o mais bonito. Como me invejarão as amigas! Comprarei um lindo vestido de seda para o casamento.
Assim pensando, sacudiu a cabeça, de contentamento. A vasilha de leite caiu ao chão, o leite esparramou-se pela estrada e nada sobrou para vender no mercado.

Moral da história: Não se deve contar com o ovo quando ainda está dentro da galinha.

(Fábula atribuída a Esopo)
Colaboração: Aluno do 8º Ano "B" - Escola Estadual Monsenhor Joaquim Honório - Guamaré/RN

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O LEÃO E O RATO




Um leão estava dormindo e um rato passeava sobre seu corpo. Acordando e tendo apanhado o rato, ia comê-lo. Como o rato suplicasse que o largasse, dizendo que, se fosse salvo, lhe pagaria o favor, o leão sorriu e deixou-o ir. Não muito depois, o leão foi salvo, graças ao reconhecimento do rato. Com efeito, preso por caçadores e amarrado a uma corda, logo que o ouviu gemendo, o rato se aproximou, roeu a corda e o libertou, dizendo: "Recentemente riste, não acreditando em uma retribuição da minha parte, mas agora vês que também entre os ratos existe reconhecimento".

Moral da fábula: Os mais poderosos precisam dos mais fracos.


Fonte: Esopo: fábulas completas. Traduzido por Neide Smolka. São Paulo, Moderna, 1995. p. 118. In: FERREIRA, Givan.Trabalhando com a linguagem, 8º ano 1. ed. atual. São Paulo: Quinteto Editorial, 2009. p. 154 (Coleção trabalhando a linguagem)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

AS RÃS VIZINHAS



Duas rãs eram vizinhas. Uma morava num açude profundo, afastado da estrada, e a outra numa pequena poça d'água, por onde todos passavam.
_ Queres um conselho? _ perguntou a rã do açude à outra.
_ Vem morar comigo. Terás uma vida agradável, longe do perigo.
Mas a outra não se deixou levar:
_ Sofrerei _ disse ela _, longe dos meus hábitos.
Um dia ela terminou sendo esmagada pelas rodas de uma carroça.
Assim acontece com os que, preocupados com ninharias, morrem antes de ter feito algo importante.

(Esopo. Fábulas. Porto Alegre: L&PM, 1997. p. 45)  In: CEREJA, William e Thereza Cochar Magalhães. Gramática: texto, reflexão e uso. 4ª ed. São Paulo: Atual, 2012. Volume Único. p. 312

REFLEXÃO - A MULHER E A SUA GALINHA



Uma mulher viúva tinha uma galinha que botava um ovo por dia. Desejando que a galinha botasse dois ovos por dia em vez de um, resolveu dobrar a quantidade de cevada que lhe dava. Com isso, a galinha ficou tão gorda, mas tão gorda, que nem mais um ovo por dia ela conseguia botar.

Moral da fábula: Quem quer demais acaba sem nada.

TAVARES, Rosemeire Aparecida Alves. Vontade de saber português, 6º ano. Conselvan. 1.ed. São Paulo, FTD, 2012. p. 78 (Recontada por Kátia Canton. A Mulher e a sua Galinha. In: _____. Era uma vez Esopo. São Paulo, DCL, 2006. p.35.)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A TOUPEIRA




A toupeira
Eis a história da toupeira - um animal cego que disse à mãe que estava enxergando. A mãe colocou-a então à prova: deu-lhe um grão de incenso e perguntou-lhe o que era.
_Um calhau - respondeu a filha.
_Minha filha - disse a mãe -, além de cega, perdeste o olfato.
                                                            
                                                             Calhau significa fragmento de rocha dura; pedra solta; seixo.
Moral da história: O impostor promete o impossível: basta um nada para confundi-lo.

(Esopo. Fábulas. Porto Alegre: L&PM, 1997. p. 115.)



Retirei o texto de um livro didático de Língua Portuguesa do 9º ano e adaptei para a sala de aula. Tema: Cidadania.