domingo, 26 de abril de 2020

HERANÇA INDÍGENA - PARTE II

O dia 19 de abril foi a data escolhida para se homenagear os indígenas brasileiros. Cresci vendo que o conteúdo escolar quando se referia aos índios não passava de mera teoria, exposição de artesanato e desfile no dia 7 de setembro. É hora de refletir, pois sabemos que ainda há muito a ser feito para se garantir o bem-estar da população indígena brasileira, apesar de vários direitos adquiridos em lutas ao longo dos séculos e existirem políticas públicas que os assistem.
Observo através de documentários que alguns índios saem das tribos para buscar emprego e estudar, porque sentem que tudo fica mais difícil quando assumem sua origem. Sabe-se também o quanto se aculturaram com a presença do branco colonizador que chegou impondo seus costumes, a começar pelo vocabulário. Hoje, poderíamos ter o tupi-guarani como outro idioma oficial, mas esse povo era visto como indolente, e ainda permanece esse pensamento na mente de muitos.

Entre tantos legados dessa cultura, resolvi registrar algumas palavras que fazem parte do nosso vocabulário, pois este blog procura preservar as raízes de nossa história.

Lembrando que nossos antepassados também aprenderam com eles a fazer remédios caseiros, que muitos continuam usando (lambedores e garrafadas), e muitos pratos de nossa culinária.

Tenho feito pesquisa virtual sobre o tupi-guarani e, principalmente, lido o Vocabulário Tupi-Guarani Português de (Silveira Bueno, 1987), Nomes da Terra de (Luís da Câmara Cascudo, 1968) e Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Índígena de (Clóvis Chiaradia, 2008), que são grandes referências nesse contexto. 

Também conheci muitas dessas palavras através da oralidade, porque ouvia na infância nomes de plantas devido o meu pai-avô ser adepto da homeopatia e recomendar lambedores e garrafadas. Podemos encontrar muitos desses nomes em placas de ruas. 

Sendo assim, descreverei a seguir algumas palavras que enriquecem nosso idioma. São em maioria os topônimos. 

BAÍAS: Guanabara (RJ), Guaratuba (PR).

ILHAS: Itacolomy ou Itacolomi (MG), Itamaracá (PE), Itaparica (BA), Marajó (PA), Paquetá (RJ).

LAGOAS: Piató (Assú-RN), Araruama (RJ), Guaraíra (Tibau do Sul-RN).

RIOS: Araguari (MG), Aratuá (RN), Beberibe (PE), Capibaribe (PE), Corumbiara (MT),  Curimataú (RN e PB), Cururu (afluente do Tapajós), Guaporé (MT/AM), Içá (AM), Iguaçu (PR), Ipiranga (SP), Jaboatão (PE), Jaguaribe (CE), Japurá (AM), Jari (AP), Jataí (SP), Jutaí (AM), Juruá (AM), Mamoré (RO), Miassaba (RN), Mundaú (PE,AL), Oiapoque (AP), Paraguai (MT,MS), Paraná ( Paranaíba (MG), Parnaíba (MA,PI), Paru (PA), Punaú (RN), Purus (AM), Tietê (SP), Tapajós (PA,MT e AM), Taperoá (PB), Tarauacá (AC), Tocantins (rio que nomeia o estado (TO), cuja capital é Palmas).

SERRAS e CHAPADAS: Araripe (CE), Cipó (MG), Ibiapaba (CE), Ibiapina (CE), Jacarará (PE), Mantiqueira (corta MG/SP/RJ),  Panati (SP), Uruburetama (CE).

PRAIAS: Camburi (SP), Camurupim (RN), Genipabu (RN), Graçandu (RN), Guarujá (SP), Jacumã (RN), Jatiúca (AL), Maracajaú (RN), Muriú (RN), Pitangui (RN), Pititinga (RN), Sagi (RN), Sauípe (BA), Tabatinga (RN), Tambaba (RN).

DISTRITOS, BAIRROS: Andaraí (Rio de Janeiro), Ibirapuera (SP), Igapó (Natal/RN), Iguatemi (Salvador/BA), Ipanema (RJ), Irajá (Rio de Janeiro), Itaim (São Paulo), Itapevi (Cotia-SP), Itapuã (BA), Itaquera (SP), Jabaquara (SP), Jaguaribe (João Pessoa/PB), Juripiranga (PE e PB), Morumbi (SP), Pirajá (Salvador/BA), Pacaembu (São Paulo), Paranapiacaba (Santo André-SP), Pirangi (Natal/RN), Pirituba (SP), Pituba (Salvador/BA), Tambaú (João Pessoa-PB), Tambiá (João Pessoa-PB), Tremembé (São Paulo), Tatuapé (São Paulo), Tibiri (São Luís-MA),Tucuruvi (São Paulo).

ÁRVORES, RAÍZES: andiroba, angico, babaçu, buriti, caatinga, capim, carnaúba, catuaba, cipó (tipo de planta trepadeira), croatá (equivalente à gravatá), cumaru, guabiroba (ou gabiroba), guaraná, imbiribeira, imbuia, ipê, ipepaconha, jabuticabeira, jacarandá, jacaúna, japecanga, jatobá, jequitibá, jiqui, juazeiro, jurema, macaíba, macambira, mandacaru, murici, mutamba, peroba, piaçava (ou piaçaba), quixabeira, timbaúba, tiririca.

PESSOAS: Araken, Cauã ou Kauan, Coraci é variante de Guaraci (sol), Iara, Iaponi, Iaponira, Iracema (lábios de mel), Iraci (mãe do mel), Jaci, Jaciara, Jacira, Jacirema, Jandir, Jandira, Juçara (Jussara), Juraci, Jurandir, Raoni, Rudá (divindade mitológica para os índios: deus do amor), Tainá, Tauan, Ubiraci, Ubirajara, Ubiratan, Uiara (mãe d'água).

TRIBOS: ababá, aikanã, arikapúbaré, baniwa, caeté, caiapó (ou kaiapó), caicó, caingangue (ou kaingang), canoê (ou kanoê), cariri, curumim, goitacá, guaianases, guarani, guató, icó, janduí, juruna, kaiowá, karipuna, kujubim,  makurap, marajoara, munduruku, pacanaré, paiacu, panati, paracanã, paru, pataxó, potiguara, puri, suruí, tabajara, tamoio, tapajó, tapuia, tarariú, timbira, tocantin, tremembé, tupari, tupi, tupinambá, tupiniquim, wajari, wari, xingu, xavante, yanomami.

ANIMAIS
Crustáceos: aratu e guaiá (espécies de caranguejo), camarão;
Aves: acaé (gralha), acará (garça), acauã, araguari, araponga (pássaro soante, produz som insistente), arara, araruna (arara preta), camutanga (espécie de papagaio), canindé, guará (garça), jacutinga, jaçanã, jacu, jandaia, maracanã, nambu (ou inambu), sariema ou seriema, tucano, uirapuru; 
Peixes: abacataia, acará-peba (carapeba), biquara, camury (peixe robalo), camurupim, curimã, curimatã, guaru, jamanta, piranha, pirarucu, salema, saúna, tainha, tambaqui (é o mesmo pacu vermelho), traíra, tucunaré; 
Mamíferos/roedores: capivara, cutia, jaritacaca ou cagambá (também conhecido como tacaca ou gambá), paca, peba, tamanduá;
Répteis: jacaré, jabuti, jararaca, jiboia, salamandra, sucuri;
Felinos: jaguar, jaguatirica, jequié (onça);
Insetos: arapuá ou arapuã (espécie de abelha), içá (tanajura), jataí (espécie de abelha), maruim, muriçoca, mutuca, saúva. 
Moluscos: aruá.

ALIMENTOS: araruta, carimã, beiju, mingau, paçoca, pamonha, pipoca, tapioca, abati (milho).

FRUTOS(AS): abacaxi, açaí, araçá, araticum (é a pinha), cajá, caju, cambuci, cuité (fruto da cuieira/cuitezeira), cupuaçu, imbuí, ingá, jenipapo (erva aromática muito usada para fazer licor), juá, mangaba, mangará, maracujá, pitanga, pitomba, quixaba, sapoti, trapiá.

CIDADES: Acari (RN), Acaraú (CE), Amaraji (PE), Andirá (PR), Angicos (RN), Aracaju (SE), Aracati (CE), Araçagi (PB), Araguaína (TO), Araguari (MG), Arapiraca (AL), Araponga (MG), Araraquara (SP), Araripe (CE), Araruna (PB), Assú (RN), Atibaia (SP), Bambuí (MG), Beberibe (CE), Bituruna (PR), Caçapava (SP), Caicó (RN), Caiçara (RN), Cairu (BA), Cajupiranga (CE), Cajuru (SP), Camaragibe (PE), Camboriú (SC), Camutanga (PE), Canguaretama (RN), Caraguatatuba (SP), Caraúbas (RN), Cariri (CE), Carnaubais (RN), Caruaru (PE), Caucaia (CE), Chapecó (SC), Codajás (AM), Coreaú (CE), Corumbá (MS), Coruripe (AL), Criciúma (SC), Croatá (CE), Cuiabá (MT), Cuité (PB), Curimatá (PI), Curitiba (PR), Bodó (RN), Garanhuns (PE), Garopaba (SC), Garuva (SC), Goiás, Goiânia (GO), Guararapes (SP), Gravatá (PE), Gravataí (RS), Guabiruba (SC), Guaíra (PR e SP), Guaraciaba (SC), Guarabira (PB), Guarapari (ES), Guarapuava (PR), Guaratinguetá (SP), Guarujá (SC), Ibicaré (SC), Ibiporã (PR), Ibiúna (SC), Icapuí (CE), Igarassu (PE), Imbituba (SC), Imbuia (SC), Inhapim (MG), Iomerê (SC), Inhaúma (MG), Ipanguaçu (RN), Ipirá (SC), Ipu (CE), Ipuaçu (SC), Ipumirim (SC), Irati (SC), Irecê (BA), Itaboraí (RJ), Itabuna (BA), Itacoatiara (AM), Itaiópolis (SC), Itaipé (MG), Itaipu (PR), Itajá (RN), Itajaí (SC), Itapajé (CE), Itapemirim (ES), Itapetim (PE), Itapetinga (BA), Itapetininga (SP), Itapipoca (CE), Itapiranga (SC), Itapiúna (CE), Itaporã (MS), Itaporanga (PB), Itapuranga (GO), Itaquaquecetuba (SP), Itarema (CE), Itatiaia (RJ), Itaú (RN), Itu (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Jacaraú (PB), Jacareí (SP), Jaçanã (RN), Jaguarari (BA), Jaguaretama (CE), Jaguaribe (CE), Jaguaruana (CE), Jandaíra (RN), Japi (RN), Jaquirana (RS), Jacaúna (CE); Jaraguá (SC), Jataí (GO), Jataúba (PE), Jequié ( BA), Jericoacoara ou Jeriquaquara (CE), Joaçaba (SC), Jucurutu (RN), Jundiá (RN), Jundiaí (RN), Juripiranga (PB), Juru (PB), Macaíba (RN), Magé (RJ), Mamanguape (PB), Manaíra (PB), Mangaratiba (RJ), Maranguape (PE), Massaranduba (RN), Maxaranguape (RN), Mossoró (RN), Muriaé (RJ), Pacajus (CE), Pará (PA), Paracatu (MG), Paracuru (CE), Paraíba (PB), Paraipaba (CE), Paraná (PR), Paranaguá (PR), Paranapanema (SP), Paranapuã (SP), Paranavaí (PR), Paratinga (BA), Parnamirim (RN), Piauí (PI), Picuí (PB), Pindamonhagaba (SP), Pirapora (MG), Pirassununga (SP), Piratininga (SP), Taguatinga (GO), Tarauacá(AC), Taipu (RN), Tamandaré (PE), Tangará (RN), Taperoá (PB e BA), Taquara (RS), Taquaritinga (PE), Tianguá (CE), Timbaúba (PE) e Timbaúba dos Batistas (RN), Toritama (PE), Tucuruí (PA), Tururu (CE), Ubajara (CE), Ubatuba (SP), Uberaba (MG), Uiraúna (PB), Umari (RN), Umarizal (RN), Umarizeiro (RN), Unaí (MG), Upanema (RN), Uruaçu (RN e GO), Urupema (SC).

EXPRESSÕES POPULARES: 
Cangapé (brincadeira de colocar os pés no cangote do outro e pular na água para mergulhar);
Jururu (pescoço; pessoa triste com o pescoço de lado); 
Capenga (osso torto);
Muquirana (pessoa suja, desprezível); 
Pindaíba (condição de quem está liso, sem dinheiro); 

DIVERSOS E RESPECTIVOS SIGNIFICADOS: 
Acaraú (rio das garças); Açucena (flor branca, pureza); Aipim (vem de mandioca e maniva; é o mesmo que macaxeira); Arapuca (espécie de armadilha); Amaraji (pedra da baixa); Araticum (fruta dura). É o mesmo nome da pinha e da mutamba; Araruama (bebedouro ou comedouro das araras); Araripe (2 explicações: pode significar rio das araras ou lugar onde começa o dia); Arujá (ajuntamento de guarus); Atabaque (espécie de instrumento musical); Atibaia (ave sadia);
Bambuí (rio que corre na planície); Beberibe (lugar que junta água); Boitatá ("cobra de fogo", personagem folclórico de uma lenda);
Caçuá (cesto de vime); Caiçara (cerca de vara que protegia a ocara. Ocara são muitas ocas); Caíco (peixe pequeno ou salgado); Cairu (mato, árvore);  Cajujupiranga (caju vermelho, água vermelha), Camutanga (tipo de vespa, maribondo e de papagaio); Cangatara (enfeite de cabeça, adorno, adereço); Catapora (vem do tupi "tatapora"; tipo de doença infecciosa na pele); Caucaia (mato queimado); Ceará (espécie de papagaio); Coivara (galhos juntos para serem queimados); Cuité (fruto da cuieira ou cuitezeira); Cumbuca (vaso feito de argila ou cabaça); Curiá (pato de água doce); Curió (tipo de pássaro); Curupira (figura lendária que provocava pesadelo); Cutucar (verbo ferir, espetar); 
Gamboa ou camboa (braço do rio, estuário); Gararapes (som dos tambores, estrondo dos tambores); Guaraíra (morada das garças azuis); Guarapuava (guará bravo, lobo feroz).
Ibiporã (terra bonita); Ibiúna (terra escura, terra preta); Icapuí (canoa ligeira); Igapó (região alagada mesmo durante a estiagem); Iguaçu (água grande); Ipanema (água fedorenta, água ruim), Ipê (casca dura); Iperu (cação, tubarão); Ipira (rio do peixe); Ipu (fonte, bica); Irecê; Itá (pedra); Itacoatiara (pedra pintada); Itaim (pedra pequena); Itajá (terra de pedras); Itapemirim (pedra pequena); Itapevi (pedra chata, plana e lisa); Itapuã (pedra que ronca); Itaquera (pedra dura); Itaqui (pedra mole); Itarema (pedra cheirosa); Itatiaia (pedra úmida); Itaú (pedra preta); Itu (cascata, queda d'água, salto, cachoeira);
Jaci (lua); Jabaquara (rocha); Jaboatão (vem de Yapoatan, nome de uma planta); Jaguarari (onça pequena); Jaguaribe (rio das onças), Jereré (espécie de rede para pegar peixe ou camarão); 
Mangará (planta); Mangaratiba (ajuntamento de mangarás); Maracá (chocalho); Maxaranguape (cobra que faz barulho); Muamba (produtos roubados); Mutamba (fruta dura); 
Nhenhemhém (falar, falar repetidamente); 
Pacajus (paca amarela); Panamá (borboleta); Panati (rio das borboletas); Paquetá (muitas pacas); Pará (rio grande, mar); Paracambi (união das águas); Paracatu (água escura, rio bom); Paraíba (rio de águas rasas que não prestam para navegar); Paranaíba (rio de pouco peixe); Parnamirim (pequeno rio); Peruíbe (rio dos tubarões); Piau (piaba maior); Piauaçu (coragem); Piauí (rio dos piaus); Picuí (rolinha, pombinha); Piracema (saída do peixe do rio para reproduzir); Pirapora (lugar abundante em peixes); Piratininga (peixe seco); Pirituba (região de muito junco, brejo); Pororoca (fenômeno natural que ocorre no rio Amazonas. É o encontro das águas do mar com as do rio provocando um estrondo com o barulho das ondas); Puã (ronco); Puava (arisco, feroz, bravo).
Quixó (armadilha de pedra; lugar apertado para morar); 
Sauípe (caminho das formigas);
Taba (aldeia indígena); Tambaú (rio das conchas); Tarauacá (rio dos paus); Tiba (ajuntamento); Timbaúba (um tipo de planta da caatinga); Tocantins (bico ou nariz de tucano); Toritama (tori=pedra; tama=região); Tucuruí (rio dos gafanhotos); Tucura, Tucuruvi (gafanhoto); Tupã (nome de uma entidade mitológica);
Uba (pai, tio paterno); Ubá (embarcação indígena, canoa); Ubaiá (fruto saudável); Ubajara (o dono da canoa, o remador); Uberaba (água brilhante); Unaí (águas escuras); Upaba (lago), Urupema (peneira de palha).

sexta-feira, 24 de abril de 2020

DICAS PARA A QUARENTENA

Certamente, algum dia você ouviu falar que "mente vazia é oficina para o inimigo trabalhar". Pense como isso é verdade! 

Nessa quarentena a qual estamos passando em consequência do Coronavírus, ouço muita gente dizer que não aguenta mais ficar sem ter o que fazer. Eu digo que procure e achará algo para ocupar melhor o tempo. 

Eis umas dicas: ter o momento especial de oração, ler um bom livro, cantar, fazer ginástica, ler ou escrever poemas/poesias, fazer uma receita de culinária, lavar louça e roupa, passar roupa, arrumar o guarda-roupa, ver um filme, jogar dominó, baralho, dama, brincar de adedonha, cuidar de plantas, ficar um pouco nas redes sociais, dormir, telefonar para alguém que não vê há anos..., pois dizer que não sabe preencher o tempo é preocupante; é dar brecha para vir dúvida, pensamento negativo, reclamação etc.

Que Deus nos dê sabedoria para diferenciarmos o que é essencial, prioridade, comparada ao que esperar para amanhã!

terça-feira, 14 de abril de 2020

DICAS DA LÍNGUA INGLESA


“Ch” no início ou no final da palavra pode ter som de (tch):

Ex.:  Chicken (galinha), child (criança), children (crianças), challenge (desafio), chair           (cadeira), champion (campeão), church (igreja), charge (carga), cheese (queijo);

        Chomsky, Chapman e Churchil (são sobrenomes)...


"Ch" no início da palavra pode ter som de "K":

 Ex.: Christian (cristão), chemistry (química), chronic (crônico)...


"Ch" som de "Shi":

Ex.: Chic (chique), machine (máquina)... 

segunda-feira, 13 de abril de 2020

A DESPEDIDA AO CANTOR MORAES MOREIRA

Hoje, dia 13 de abril de 2020, pela manhã, o cantor e compositor baiano Antônio Carlos Moraes Pires - mais conhecido como Moraes Moreira - foi encontrado sem vida em seu lar, no Rio de Janeiro.

O laudo médico atestou infarto.

Ele estava com 72 anos. É um ícone da cultura brasileira.

Nasceu em Ituaçu (interior da BA) no dia 8 de julho de 1947. Algumas de suas músicas se destacaram no frevo; outras representam também a MPB e o samba. Será bastante lembrado, principalmente pelos carnavalescos.

Vi através de um vídeo que circulou pelo Whats App uma de suas produções, onde o mesmo aparece recitando, enaltecendo vários escritores brasileiros, dizendo o seguinte:

"Eu sou de um país
Machado de Assis
De lá dos Sertões
Eu sou Guimarães
Divino é o dom
Bandeira e Drummond
Darcy e Antônio
Anísio e Afrânio
Amado e Ubaldo
Sou mesmo baiano
Maldito e eterno
Boca do inferno
Eu sou Castro Alves
Até sou Gonçalves
Um pernambucano 
Gilberto e Ariano
Um ser paulistano
Sou Oswald de Andrade
Eu mudo de alcunha
Euclides da Cunha
José de Alencar 
A chama está viva
Eu sou Patativa
E sou do Rio Grande
Do Norte contudo
Antiga Cascudo
Piano e fortíssimo
Quintana e Veríssimo
Também sou do sul
E sob os auspícios
Sou Rubem e Vinícius
Do Rio e do céu
Clarice, Raquel,
Dos Anjos, de Campos 
Augustos são tantos 
Conforme o sotaque
Olavo Bilac
Sou pedra e pau
Eu sou João Cabral
Dois dedos de prosa
Eu sou Rui Barbosa
Poeta, poesia
De uma academia 
Chamada Brasil"

(É o poema Brasileira Academia).

sexta-feira, 10 de abril de 2020

REFLEXÃO


Que cenário vemos numa Pandemia? De espinhos e escuridão. Mas, será que podemos extrair lições da Pandemia que estamos enfrentando? Eu digo que sim, e muitas.

Por exemplo: deve haver cautela com a nossa rotina de trabalho, diminuição da correria e desfrutar de mais lazer, principalmente com a família; viver em paz com Deus e o mundo; amar mais o semelhante; ver que precisamos uns dos outros; valorizar a vida, as amizades, a fauna, a flora; pensar menos em consumismo; viver a empatia na sua essência e não na aparência.

Necessitamos proceder assim por quê? Porque a vida é um sopro, corremos tanto de um lado para outro, e quando vemos já é dia, já é noite, e sempre haverá uma pendência para amanhã. Algumas coisas serão antecipadas ou adiadas. E tudo obedece um ritmo. Vamos nos espelhar na natureza! Ela não tem pressa.

A pressa envenena nossa saúde, causa ansiedade e estresse. E está mais do que provado que a mesma é inimiga da perfeição. Portanto, vivamos cada segundo equilibrando seriedade e brincadeira, olhando as flores, sentindo o compasso do batimento cardíaco normal, sabendo respirar, olhando no olho, abraçando, pensando assim: corremos até aqui; agora é vida nova.

A maior de todas as lições foi ensinada por Jesus Cristo, quando disse: _Olhai os lírios do campo! (Lucas 12:27) Que terapia! Não falta nada na providência divina.

Deus supre as necessidades das plantas para que vejamos um lindo jardim. Ele faz o mesmo em nós. A humanidade tem um Criador, então, nada de baixar a cabeça para vírus. Iremos vencê-los. Olhemos as plantas! Contemplemos a luz!

Bom dia a todos! 














domingo, 5 de abril de 2020

TIRA-DÚVIDA

A palavra certa é "menoria" ou "minoria"?

Resposta: Minoria (lembre-se de mínimo)

A palavra certa é "menúscula" ou minúscula"?

Resposta: Minúscula (lembre-se de mini)

A tendência é querer associar à palavra "menor", mas preste atenção! 

Fica a dica!

SOBRENOME WOOD

Wood. Inglês; significa floresta, bosque. 

Existem os seguintes sobrenomes Floresta, Wood, Woods, Souto, Soto.

sábado, 4 de abril de 2020

REFLEXÃO

Tempo de incerteza, tempo de muita conversa e de muitos quererem explicar o que está acontecendo. Em meio às dúvidas, surge uma luz no fim do túnel: a palavra de Deus, pois como diz o salmista: "Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz para o meu caminho". (Salmo 119:105)

Eu não sei o que seria de nós se não existisse a Bíblia para mostrar fatos semelhantes de pragas, de endemia, epidemia e pandemia. O povo de Israel esquecia de Deus e idolatrava oferecendo sacrifício a outros deuses. Não mudou muito de lá para cá. Ele, por amor, permitia que sobreviesse o mal para que depois percebessem o bem. Restaram os exemplos, porém, os que se dizem fortes e sábios ignoram as Sagradas Escrituras, considerando-se autossuficientes.

Existe explicação científica, mas vírus amedrontar até os poderosos que criam as armas é sinal de advertência. Sabe aquela história de que febre não é doença, é indício de que algo não vai bem no corpo? Então, o corona vírus não está à-toa na terra. Precisamos nos prevenir. Mas, com certeza, algo mudará em nós, que somos egoístas, que mal cuidamos do planeta, da nossa saúde e do próximo.

Hoje temos tempo para tudo, de forma esquisita, estranha, mas temos. Antes do corona vírus assolar, corríamos para cumprir rotina de trabalho, juntando algo que deixamos quando partimos. Hoje sabemos valorizar a vida e tudo de bom que ela nos dá.

Depois que a pandemia passar, necessitamos manter o olhar voltado para Deus, o autor da vida, do oxigênio. Aprendamos com o tempo! Deus pedirá contas. 

Uns discutem política, ideologia, acham que são sábios por serem intelectuais, mas de nada vale digerir livros, teorias, sem a orientação de Deus. 

Tudo ocorre dentro do tempo: nascer, crescer, morrer, ganhar, perder, juntar, separar, comprar, vender... (Eclesiastes 3)

Onde estão os poderosos desse mundo agora? O que estão fazendo com o tempo? Será que aprenderam a lição com os vírus? Estes nos mostram o quanto somos vulneráveis e o que "o essencial é invisível aos olhos, pois só se vê bem com o coração". Foi o que disse Expèry no clássico Pequeno Príncipe.

Quanto tempo levaremos para entender que o universo tem dono e que somos mordomos? Muitos até sabem, mas são infiéis, não colaboram com Deus. Correm em vão competindo com o tempo.

Com o passar do tempo virão as respostas, e o que faremos com elas? Deus já sabe, e só na eternidade entenderemos que o homem não soube usar devidamente o tempo; daí colheremos o que plantarmos na medida certa do grão, do solo e do adubo que usarmos hoje. Espero que nos aproximemos mais de Deus, que é o SENHOR do tempo. Vamos nos aliar ao lado certo da batalha espiritual que estamos travando: do Criador e não da criatura... rumo a um novo tempo.

Pensem nisso! Com Deus a vitória é garantida. Amém!