As casas cerraram seus milhares de pálpebras.
As ruas pouco a pouco deixaram de andar.
Só a lua multiplicou-se em todos os poços e poças.
Tudo está sob a encantação lunar...
E que importa se um dos nossos artefactos
lá conseguiram afinal chegar?
Fiquem armando os sábios seus botoques:
a própria lua tem sua usina de luar...
E mesmo o cão que está ladrando agora
é mais humano do que todas as máquinas.
Sinto-me artificial como esta esferográfica.
Não tanto... Alguém me há de ler com um meio sorriso
cúmplice... Deixo pena e papel... E, num feitiço antigo,
à luz da lua inteiramente me luarizo...
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terça-feira, 11 de julho de 2017
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
PACIÊNCIA (MÚSICA DE LENINE/CANTOR E COMPOSITOR PERNAMBUCANO)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso, faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não... a vida não para)
Fonte: www.letras.mus.br › MPB › Lenine › Paciência Acesso em: 10/08/2016, às 02:59 _______________________
Amo esta música. É linda! Indico para uma reflexão sobre "paciência" e "tempo" ou na aula com o tema "Personificação".
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não... a vida não para)
Fonte: www.letras.mus.br › MPB › Lenine › Paciência Acesso em: 10/08/2016, às 02:59 _______________________
Amo esta música. É linda! Indico para uma reflexão sobre "paciência" e "tempo" ou na aula com o tema "Personificação".
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
SUGESTÃO DE LEITURA
Gosto muito de trabalhar textos do escritor Manoel de Barros nas turmas do Ensino Fundamental/Anos Finais (6º ao 9º ano). Eu me identifico muito com os textos desse autor.
Ele transmite muitas emoções vividas na infância em cidade do interior. O gostoso é que em suas mãos a natureza se personifica, e eu conheço bem essa realidade.
Ele transmite muitas emoções vividas na infância em cidade do interior. O gostoso é que em suas mãos a natureza se personifica, e eu conheço bem essa realidade.
Ele usa uma linguagem encantadora que nos convida a conhecer o cenário de rios, pássaros, plantas e mar. Viajamos através da leitura para tal ambiente que já nos é familiar, mas ele faz um jogo de palavras bem interessante onde tudo parece ser desconhecido, misterioso e inatingível. Por exemplo:
Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra! (p. 9)
Sou beato de ouvir a prosa dos rios. (p. 37)
Eu vi a manhã pousada em cima de uma pedra! (p. 45)
Eu vi um lírio vegetado em caracol! (p. 47)
A concha trazia clamores do rio. (p. 89)
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
O PÁSSARO E A PEDRA (POEMA DE ANA PAULA DAVID DOS SANTOS)
O pássaro pousou na pedra uma vez
Fria
Intacta
Voou...
O pássaro pousou na pedra outra vez
Morna
Pegou sol
Voou...
O pássaro pousou na pedra outra vez
Pegou sol
Comeu semente
Voou...
O pássaro pousou na pedra outra uma vez
Pegou sol
Comeu semente
Silenciou a saudade
E cantou para a pedra dormir.
(Ana Paula David dos Santos. Concurso nacional de poesias 94. Rio de Janeiro: Nacional Associação Cultural e Social. p. 13.)
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
AS CONCHAS (POEMA DE ROSEANA MURRAY)
As conchas ouvem música.
O mar rolando seus violinos,
às vezes violas de gamba,
ou mesmo flautas e sinos.
As conchas ouvem,
e depois,
quando em nossos ouvidos,
cantam baixinho.
MURRAY, Roseana. O mar e os sonhos; ilustrações: Elvira Vigna. 1.ed. Belo Horizonte: Abacatte, 2011. 40p.: il. color
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