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domingo, 6 de novembro de 2016

OSSOS DO OFÍCIO (TEXTO DE CHACAL)

Sempre deixei as barbas de molho
porque barbeiro nenhum me ensinou
como manejar o fio da na navalha

sempre tive pulga atrás da orelha
porque nenhum otorrino disse
como se fala aos ouvidos das pessoas

sou um cara grilado
um péssimo marido
nove anos de poesia
me renderam apenas
um circo de pulgas
e as barbas mais límpidas da Turquia

Chacal. In: Poesia marginal. São Paulo: Ática, 2006. p.72. In: CEREJA, William Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens, 1. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2013. p.112.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

EXPRESSÕES REGIONAIS


A cobra vai fumar.
A vaca foi pro brejo.
Abraço de tamanduá.
Afogar o ganso.
Amigo da onça.
Atirar pérolas aos porcos.
Bafo de onça.
Bode expiatório.
Boi de piranha.
Brincar de gato e rato.
Cabra da peste.
Cadela no cio.
Cair no ostracismo.
Canto do cisne.
Cavalo de potência.
Cobaia.
Cozinhar o galo.
Dar com os burros n'água.
Deu zebra.
Dizer cobras e lagartos.
Elefante branco.
Estar em papo-de-aranha.
Estômago de avestruz.
Fazer boca de siri.
Fazer uma vaquinha.
Frango a passarinho.
Galinha-morta.
Gatos pingados.
Lágrimas de crocodilo.
Lobo em pele de cordeiro.
Mão de vaca.
Matar a cobra e mostrar o pau.
Memória de elefante.
O cachorro é o melhor amigo do homem.
Ovelha negra.
Olha o passarinho!
Pagar o mico.
Pagar o pato.
Pentear macaco.

Fonte: DUARTE, Marcelo. O guia dos curiososlíngua portuguesa. São Paulo: Panda Books, 2003. 2ª edição. 440 pp. p. 209-222