sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SALVE O PROFESSOR

Onde eu estava no período de 1964 a 1985?  Meus pais se conhecendo; meu pai ingressando no curso de medicina, vindo de Guamaré (na época era uma colônia de pescadores), enfrentando dificuldades na capital. Depois, nasci, fui ocupando carteiras escolares, estudando em escola pública e da rede privada, mas a base mesmo (do 1º ao 4º ano), os chamados anos iniciais, eu estava em escola pública.

Naqueles anos, muitos jovens estavam sendo perseguidos, torturados e mortos. Eram jovens que sonhavam, queriam, lutavam e esperavam por mudanças no Brasil, exclusivamente no Brasil. Que exemplo de civismo, de coletivismo, de juventude! Estudávamos as disciplinas OSPB e Educação Moral e Cívica no colégio e EPB na Universidade.

Nós ficávamos em pé quando chegava uma visita na sala de aula, fazíamos fila para a merenda, cantávamos o hino nacional com muito orgulho, e só possuíamos giz e quadro negro. Depois veio quadro verde. Hoje, meus alunos têm quadro branco, lápis pilot, data-show, internet, bibliotecas que chegam do Ministério da Educação-MEC, professores especialistas no ensino fundamental e até com mestrado no ensino médio, mas a educação caminha para a decadência, e juntamente vão os valores sociais.

Onde e quando se ouvia dizer que mataram um professor? Gente, que evolução tem nos acompanhado? Professor adoece, tem síndrome, e não tem plano de saúde porque o dinheiro não dá para pagar um bom plano.  Para mim, o melhor plano seria não ficar doente.
Vamos fazer alguma coisa para salvar o professor. Sem este profissional as escolas fecham e se abrem mais prisões. Na verdade, são gastos mais com presídios do que com escolas.

É tanta vantagem. Muitos estudantes ganham fardamento, bolsa-família, material escolar. É preciso “estudar” para fazer jus ao título de estudante. Falta o quê? Livros didáticos são pagos às editoras com parte do meu imposto, com o suor do meu trabalho. Então, estou alimentando a fera que me consome, devora, a cada dia. Estou pagando para morrer, é isso?

Estou entregando os pontos. Fala-se tanto que os militares foram ruins, e eu sei disso. Por um lado, não podemos negar a crueldade da repressão militar, mas a disciplina faz falta. Então, traduzindo, isso se chama punição. Porém, se eu não tenho como punir com as próprias mãos; por favor, sistema, ouça meu apelo e mude esta situação.

Os gestores dizem que não pode ter câmera na escola pública para não expor os alunos, mas quando o professor morre, é exposta a família, a escola, a cidade, o país, e o que é pior? Expor um aluno sem limites que quando não foi criado apanhando em casa, acaba apanhando da polícia, lembrando que a câmera não mostra tudo.

Tem mais, aluno não diz bom dia, boa tarde, boa noite, nem pede licença, já vai entrando na sala olhando as mensagens do celular, e tem sempre uma resposta pronta para nos atingir, para denegrir nossa imagem. Quando percebem a presença do professor em sala ou no corredor, falam: diga aí, boy. Eu que procuro repassar o que aprendi com os livros, com os professores e com a vida sou chamada de louca por ter decidido ser intelectual.

Sinto que estou me desperdiçando em sala de aula. Por favor, façam esta reflexão chegar à tia Dilma, porque se ela foi militante na época que mencionei anteriormente, ela pode me dar outro emprego (de preferência sentada, numa sala climatizada), pois sei que vou morrer sendo professora, uma vez que foi a profissão que escolhi, mas não sei se vou querer “estar” professora por muito tempo. De quantidade o Brasil está cheio, mas de qualidade nós contamos nos dedos “das mãos”, ouviu?

O professor era alguém importante...perfeito, respeitado, um gênio! Na adolescência cheguei a ter paixão platônica por um professor; admirei muitos mestres e me tornei discípula.

Se eu voto e pago imposto, tenho o direito de opinar, portanto, pergunto: de que lado você está? Do professor, do aluno, da família ou do sistema? Por dentro ou por fora?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A BELEZA FEMININA CANTADA POR PIXINGUINHA

Rosa

Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Ó flor, meu peito não resiste
Ó meu Deus, o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A HISTÓRIA DE GUAMARÉ CONTADA EM MÚSICA, DANÇA, POESIA, PINTURA E FOTOS

                                   


A Prefeitura Municipal de Guamaré está com uma vasta programação desde ontem, dia 20/08/13, que ocorrerá até sexta-feira, dia 23/08/13, em comemoração aos 408 anos de colonização do município. Os stands estão armados em frente à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes.

Secretarias Municipais e Escolas da área urbana e distritos estão bastante envolvidas com as atividades. Pais, podem ver os trabalhos de seus filhos.

Prestigie, leitor. Você aprenderá muito com os trabalhos expostos. É um resgate de nossa cultura.

Venha conferir.

SOBRENOME MIRANDA

Há cidades com o nome Miranda em Portugal e na Espanha. 
No Brasil temos Rocha Miranda no Rio de Janeiro e Miranda também em Mato Grosso do Sul.
É a junção dos sobrenomes Mira + Anda
Existem os sobrenomes Anda/Ando e Mira/Miro, porque alguns pais colocavam na forma feminina e masculina, exclusivamente na forma feminina para a mulher e masculina para o homem, ou oposta correspondente ao sexo oposto.
Encontramos também Mirapalheta, Miramar, Miralagos, Mirande, Mirandola.
Oliva/Olivo
Uva/Uvo
Abadia/Abadio
É minha dedução. Se alguém não concordar, fique à vontade e dê sua opinião, pois quero aprender mais.

O TREM DA HISTÓRIA OU A HISTÓRIA DO TREM

O trem da história
Possui vários vagões
O de derrotas e de vitórias
O de crises e de glórias
O de santos e de algozes
O de silêncio e o de vozes
O de eternidade e o de momentos
Ele é o arquivo
Oculto e notório
Feito de verdade
E de falatórios
De acordo com a necessidade
Assume seus assentos
Cada povo na sua classe
Os de primeira realizam
Os de segunda colaboram
Os de terceira assistem
Cheios ou vazios
É preciso andar na linha
Senão o trem mata
Não vamos perder o trem
Ele vai fazer outra viagem
Serão outros passageiros
E assim por anos inteiros
O trem vai por vários lugares
Levando ricos, pobres,
Anônimos, famosos
Simples, orgulhosos, vulgares
Lá vai a minha história
Outros viverão o que passei
E eu passarei de novo
Ao contrário do rio, onde não se
Banha duas vezes na mesma correnteza
As águas levarão minha tristeza
Melhorarão minha beleza
Enquanto a história se repete
Por isso aproveite sua viagem
Faça-a cada dia mais interessante
Não me inveje
O trem está passando
Não se acomode olhando
Deus vai conosco, orientando
E ele cumpre o que promete

Samara Gadelha de Miranda, 21 de agosto de 2013.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SOBRENOME CAVALCANTE

Descende do norte da Itália.
Escrito nas formas: Cavalcante, Cavalcanti, Cavalcanty.
Derivado dos sobrenomes Cavaliere, Cavalieri.
Está ligado à cavalgada; aquele que cavalga.
É a maior família brasileira.
Em Assu/RN temos a presença desse sobrenome, porque vindo nossa família de São Paulo, como contam nossos parentes, minha avó materna, Luiza Cavalcante de Miranda e seus irmãos, nasceram na fazenda Baviera (que deu origem ao distrito do mesmo nome), e existe também a localidade Veneza. 
Baviera e Veneza foram, portanto, denominações copiadas de cidades europeias por pessoas que guardaram com carinho as suas origens. Lembrando que a Baviera fica na Alemanha e Veneza na Itália.


SOBRENOME GADELHA

É um sobrenome antigo, que aparece entre portugueses e espanhóis. Vem de Guedelha, que significa cabelo desgrenhado, emaranhado, despenteado, desarrumado, revolto; quem tem muito cabelo. 

Eu que possuo este sobrenome, ratifico tais definições que encontrei ao pesquisar, pois eu gosto mesmo é do cabelo à vontade, com os cachos naturais. Entre os judeus já se usava o termo Guedalla, Guedalia, Gedaliah para se referir ao cabelo encaracolado.

Sei também que se trata de uma família tradicional da cidade de Sousa, no estado da Paraíba. E por sinal, é uma família bastante envolvida na política.

Ele é escrito nas formas Gadelha, Gadêlha.

Acrescentei mais informações ao que eu sabia, lendo o site da professora Umbelina Gadelha. www.umbelinagadelha.blogspot.com.br