quinta-feira, 12 de novembro de 2015

SOBRENOME DUDA

Pelas pesquisas feitas, encontrei este sobrenome com frequência entre famílias polonesas; inclusive, no Brasil, temos pessoas com este sobrenome. Os lugares onde encontramos mais poloneses fora da Polônia são em primeiro lugar nos Estados Unidos, e em segundo, no Brasil. No sul, mais precisamente no Paraná, foi onde se instalaram.

O atual presidente da Polônia é Andrzej Duda.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CANCELADA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA DE VEREADORES DE GUAMARÉ

Aproveitei a oportunidade em que foi facultada a palavra aos presentes na sessão da Câmara de Vereadores de Guamaré, no dia 10 de novembro de 2015, e fiz o papel que todo cidadão deveria fazer ao se dirigir àquele recinto conhecido como a Casa do Povo. Esta existe para que expressemos os anseios por dias melhores para a comunidade. 

A pauta seria o Plano de Cargos, Carreira e Salários e o Concurso Público. Os vereadores decidiram remarcar para a próxima semana, uma vez que não compareceu um representante do Executivo para esclarecer alguns pontos a serem votados. 

Você pode ouvir o vídeo no blog http://www.guamareemdia.com/
.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

INFORME-SE E PARTICIPE!

CASO PLUVIOSO (CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

                  
                 A chuva me irritava. Até que um dia
descobri que maria é que chovia.

A chuva era maria. E cada pingo
de maria ensopava o meu domingo.


E meus ossos molhando, me deixava
como terra que a chuva lavra e lava.


Eu era todo barro, sem verdura...
maria, chuvosíssima criatura!


Ela chovia em mim, em cada gesto,
pensamento, desejo, sono, e o resto.


Era chuva fininha e chuva grossa,
matinal e noturna, ativa...Nossa!


Não me chovas, maria, mais que o justo
chuvisco de um momento, apenas susto.


Não me inundes de teu líquido plasma,
não sejas tão aquático fantasma!


Eu lhe dizia em vão – pois que maria
quanto mais eu rogava, mais chovia.


E chuveirando atroz em meu caminho,
o deixava banhado em triste vinho,


que não aquece, pois água de chuva
mosto é de cinza, não de boa uva.


Chuvadeira maria, chuvadonha,
chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha!


Eu lhe gritava: Pára! e ela chovendo,
poças dágua gelada ia tecendo


Choveu tanto maria em minha casa
que a correnteza forte criou asa


e um rio se formou, ou mar, não sei,
sei apenas que nele me afundei.


E quanto mais as ondas me levavam,
as fontes de maria mais chuvavam,


de sorte que com pouco, e sem recurso,
as coisas se lançaram no seu curso,


e eis o mundo molhado e sovertido
sob aquele sinistro e atro chuvido.


Os seres mais estranhos se juntando
na mesma aquosa pasta iam clamando


contra essa chuva estúpida e mortal
catarata (jamais houve outra igual).


Anti-petendam cânticos se ouviram.
Que nada! As cordas d’água mais deliram,


e maria, torneira desatada,
mais se dilata em sua chuvarada.


Os navios soçobram. Continentes
já submergem com todos os viventes,


e maria chovendo. Eis que a essa altura,
delida e fluida a humana enfibratura,


e a terra não sofrendo tal chuvência,
comoveu-se a Divina Providência,


e Deus, piedoso e enérgico, bradou:
Não chove mais, maria! – e ela parou.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Viola de bolso, 1955.

VERSOS DE NATAL (MANUEL BANDEIRA)

Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo  verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado.

Mas se fosse mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta o homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970 p. 160.

O MUNDO ESTÁ GORDO

O mundo está gordo de falsidade
O mundo está gordo de ódio
O mundo está gordo de vaidade
O mundo está gordo de inveja
O mundo está gordo de escândalo
O mundo está magro de amor
Fala-se tanto em dieta 
É a febre do momento
Mas continua engordando 
É a causa de todo tormento

Samara Gadelha de Miranda, 10/11/15.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015