domingo, 11 de agosto de 2013

FELIZ DIA DOS PAIS!





Meu pai é Luiz Gonzaga de Miranda, médico em João Câmara desde a década de 70. Eu o vejo com frequência. A voz embarga de emoção em pensar e falar sobre ele e sobre o meu avô paterno. Foi com eles que mais convivi, pois o meu avô materno, Brasilino Gadelha (saudades!), eu via esporadicamente, mas também tenho boas recordações, e admiro.

O meu avô paterno foi quem inicialmente me criou, educou, amparou, a partir dos meus 20 dias de nascida até os 13 anos, quando Deus para si o chamou. 

Amo meu pai do mesmo jeito. E é um sentimento mesclado de pai e irmão. É muito interessante; parece até que é meu irmão mais velho. A diferença é que só posso abraçar, cheirar e beijar meu pai, pois meu avô está longe...agora vivo de recordações.

Com eles aprendi tudo de bom que serviu para eu projetar meu futuro, que hoje já é presente, e servirá até o fim da minha vida. Sinto-me privilegiada.

Hoje sou mãe, mas me sinto ainda criança de colo, pois faço questão de lembrar seus conselhos. Ele dizia: “quem come dos meus pirões aguenta meus esticões”. Com sabedoria dos céus, sendo temente a Deus, soube encaminhar seus filhos na vida. Valeu à pena obedecê-lo e ouvi-lo.

O senhor Manoel Lucas de Miranda virou nome de hospital e de rua, mas será sempre papai Manoel, o curioso, o parteiro, o autodidata que soube administrar a missão que Deus lhe confiou, sem fazer diferença entre ricos e pobres, e assim, foi referência para os filhos médicos, que também exercem sua profissão com muito amor, gosto, carinho e dedicação.

Agradeço a Deus por ter Luiz Gonzaga de Miranda e Manoel Lucas de Miranda presentes na minha história. Eles me encantam com suas experiências, e o lema deles é: “honra a família!”. Vocês são inesquecíveis. 

Aproveito para lembrar que eles tiveram muitas emoções nos partos que realizaram. Quantas crianças vieram ao mundo através das mãos deles!

Mando um abraço de reconhecimento pelo exemplo de pai, também para o meu esposo (quem não sabe o nome, é Tanavides), irmãos, cunhados, primos, e para meus tios. Deus abençoe a todos. Sou feliz por vocês existirem. 

Outro abraço para vocês pais, meus amigos no facebook, que estão lendo esta mensagem.



sábado, 10 de agosto de 2013

SOBRENOME NICOT - CURIOSIDADE SOBRE A NICOTINA




O tabaco é uma planta cujas folhas são extraídas e passadas por um processo até se transformarem em fumo. Seu nome científico é Nicotiana tabacum. E foi atribuído em homenagem ao diplomata francês Jean Nicot que, em 1560, transportou algumas folhas de modo ilegal, de Portugal para Paris.

Daí veio o termo nicotina, que tem sido a desgraça de tantas vidas, de milhões que partiram de forma dramática, até jovens ainda, devido ao consumo excessivo desse produto. Outros estão também nos leitos dos hospitais ou em casa, com os dias contados, por terem fumado cachimbo, charuto, cigarro de palha, e inalado o rapé...

Você localiza o sobrenome NICOT no livro ÍNDICE ONOMÁSTICO - O QUE HÁ POR TRÁS DOS SOBRENOMES?, de minha autoria, na página 119.  


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

REFLEXÃO - LEI DE MURPHY

Você já deve ter ouvido falar na Lei de Murphy. Recebeu esta denominação devido a um contratempo, a algo que deu errado em uma experiência feita por um engenheiro norte-americano Edward Murphy, dando um resultado inesperado, quebrando a expectativa quando tudo parecia favorável. Então, a partir daí, quando dá tudo errado na hora que a pessoa mais espera que seja perfeito, associa-se ao ocorrido e se explica dizendo que é a Lei de Murphy - a Lei da Probabilidade - onde o que tem de dar errado, dará, mesmo que não se encontre motivo para tal.

Vejamos algumas situações:
Quando se espera o leite subir ao ser colocado para ferver, e ele demora, então, quando damos as costas o leite derrama;
Quando se tem um machucado no dedo do pé, tipo unha encravada, e vem uma pessoa e pisa;
Quando se espera um ônibus do nosso bairro e ele demora a passar, mas quando se espera de outro bairro o nosso fica passando várias vezes;
Quando se procura algo que está perdido e não se encontra; só vamos achar quando estivermos procurando outra coisa;
Quando levamos uma sombrinha na bolsa, aí não chove; se deixarmos em casa, vem um temporal;
Quando se quer falar com alguém pelo telefone, este se encontra sempre ocupado, porém se fizermos uma ligação errada, tem sempre alguém para atender.

Eu já passei por isso, e com você foi diferente? Não se trata de pessimismo, mas mediante tal situação é sempre bom pensarmos no plano "B", ficarmos prevenidos, porque o "A" pode falhar. Não devemos desistir, ainda que venhamos a precisar das demais letras do alfabeto. 




APOCALIPSE



"Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá". Apoc 1:7

Você, leitor, pode me achar alienada por estar me prendendo à Bíblia, por ser um livro antigo, mas eu lhe digo que ela está cada vez mais atualizada, e o Apocalipse é uma revelação para os nossos dias. Deus não quis nos assustar, e sim, preparar-nos para o tempo do fim, pois “Ele não fará coisa alguma sem primeiro revelar seu segredo aos seus servos, os profetas”. Amós 3:7

Eu também tinha medo de dar ouvidos às revelações escatológicas contidas nesse livro, porém, hoje me sinto mais segura, porque Deus nos desperta para a preparação de uma nova vida, após encerrarmos a caminhada na terra, espaço tido como lugar de expiação, de sofrimento pelas consequências do pecado.

Falar de Apocalipse não é só tristeza. Trata-se de um livro com linguagem figurada que precisa ser associada a épocas anteriores para uma melhor compreensão. 

Aconselho que abram este livro com oração, pedindo sabedoria a Deus. “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo”.  Apoc  1:3

Desde criança conheço a mensagem, mas há 25 anos tomei a decisão de me dedicar a pregar o evangelho, e foi o Apocalipse que me advertiu para não me prender tanto no que é terreno, mas pensar também na glória futura, quando teremos a eternidade para tirarmos as dúvidas com Deus de tudo que vivemos aqui.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

A MORTE




Quando eu era criança, demorava a ouvir dizer que alguém havia morrido, mas a partir dos 12 anos, comecei a receber notícias inesperadas que vinham me confirmar que alguém tão querido se fora. Se eu fosse elencar a quantidade de pessoas da minha convivência que não se encontram mais em nosso meio, este espaço seria insuficiente para relacioná-las. Hoje, a mídia divulgando índices dramáticos de pessoas que partem tão cedo, principalmente devido a infarto ou acidente, têm mexido comigo...bate aquela saudade! Por isso, parei para pensar e fiz este poema: 

A MORTE

Como definir a morte?
É o destino de toda sorte
Seja boa ou ruim
Para você e para mim
Ela leva o fraco e o forte
O rico e o pobre
O de grande e de pequeno porte
Ainda que ninguém se importe
Com o seu fim
De leste a oeste
De sul a norte

Samara Gadelha de Miranda, 06/08/13.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SOBRENOME SOALHEIRO




Segundo o minidicionário Aurélio*, a palavra Soalheira significa a luz e o calor mais intensos do sol. Sabedora dessa definição, eu ficava querendo entender o porquê do sobrenome Soalheiro, até que encontrei comentário da escritora Bárbara, possuidora de tal sobrenome, que mostra resultados de suas deduções.**

Em sua pesquisa o termo se refere a alguém que ficava "ocioso", exposto à  luz do sol, falando da vida alheia. Eu prefiro deduzir que se refere a alguém que "trabalhava" exposto ao sol. Eu vejo mais lógica acreditar que está ligado a alguma pessoa que tinha um ofício, uma vez que existem muitos sobrenomes ligados à profissão, como moleiro, ferreiro, poeta, escrivão, baleiro, entre outros. 

E é bom lembrar que existe soalho (ou assoalho) que é um pavimento de madeira; o chão feito por tábuas unidas, que era um costume em Portugal. Também passou a haver pavimentação feita com pedra ou mosaico. Então, vamos imaginar que esta foi mais uma profissão em vez de associar apenas à ociosidade. Esse assunto me faz lembrar de quando morei em Natal, há 30 anos, em uma casa que possuía taco sintecado, belíssimo!  O uso do sinteco deixa a madeira revitalizada, conservada, recuperada.

*   O Dicionário da Língua Portuguesa. 7ª ed. Curitiba, Ed. Positivo, 2008
** educaterra.terra.com.br/educacao/noticias/2006/06/19/001.htm - Terra - Educacao 

AMOR NÃO CORRESPONDIDO



A pedido de uma leitora estou escrevendo sobre amor não correspondido. Eu começo dizendo que se houver amor de verdade, será correspondido, senão será apenas admiração e troca de carinho. Nada mais saudável que ser compreendido, respeitado, valorizado, então, não se engane. Ame a si mesmo primeiro, para poder amar o outro, de forma dosada, pois tudo em excesso é veneno, porque se você estiver amando mais do que sendo amado, estará endeusando-o, e assim é um sentimento doentio. Não se desespere. "Quem vê cara não vê coração", já diz o velho ditado, portanto, não se iluda com palavras, exija atitude que demonstre total consideração. Procure conviver com a indiferença, erga a cabeça e vá em frente. A paixão é coisa passageira, o amor é infinito. Não se prenda a sentimento efêmero, pois o amor cresce a cada dia, e  a autoestima na mesma proporção, mas paixão não resiste a tempo e a distância. É o mesmo que confundir com atração física. Deus dá o discernimento para saber se o que vem do outro lado é verdadeiro ou não, então, busque-O. Depois, contemple o mar, jogue a tristeza fora para as ondas levarem.