terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ADEUS, ANO VELHO! BEM-VINDO, ANO NOVO!

Eu ouço o barulho de fogos e vejo luzes decorando o cenário para a chegada de 2015. Sorrisos estampados em alguns rostos e lágrimas em outros. É sempre o clima de expectativa, enquanto aguardamos mais um ano que se aproxima na contagem regressiva das horas.

Muitas palavras foram ditas, outras abafadas ou esquecidas. Em meio a tudo isso, sei que nos é dada a chance de escrevermos novas páginas de nossa trajetória na terra. 

Perdemos pessoas queridas que nunca serão substituídas, pois ocupam um lugar todo especial em nosso coração, ainda que nos alimentemos apenas de recordações.

Por um lado, sonhos desfeitos; por outro, novas conquistas, seja no lado pessoal ou profissional. E, resumindo, as palavras nos acompanharam a cada segundo. 

Se tais palavras tocaram e encantaram, quero agradecer a todos que leram minhas postagens no blog, especialmente, no ano que se encerra. Foram escritas com todo carinho, tentando trocar conhecimentos. Valeu a companhia de todos vocês. 

Que Deus visite o lado de cada um e derrame paz, saúde, harmonia e o desejo de salvação. 

Palavras ainda serão ditas, que estão entocadas esperando a hora certa de serem expressas. Eu me emociono tanto ao falar sobre as palavras, que faltam P A L A V R A S. Provavelmente, as encontrarei no ano novo... Vocês também.

domingo, 28 de dezembro de 2014

O TEMPO (LAURINDO RABELO)

Deus pede estrita conta do meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta:
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta
Eu que gastei sem conta tanto tempo!

Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi bem tempo e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.

Ó vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo,
Cuidai, enquanto é tempo, em fazer conta.

Mas, oh! se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta.
Não choravam, sem conta, o não ter tempo.

Fonte: SAMPAIO, Filgueira. Nova Seleta. Revista e acrescida. São Paulo: Editora do Brasil, 1967. 316 p. p 230

PROVÉRBIOS POPULARES - PARTE III

A preguiça é a chave da pobreza.
A economia é a base fundamental da prosperidade.
A desconfiança é a mãe da segurança.
Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Guarda em moço e acharás em velho.
Mais fere a má palavra que a espada afiada.
Chega-te aos bons e serás um deles; chega-te aos maus e serás pior do que eles.
Não acendas o fogo que não podes apagar.
A ociosidade é a mãe de todos os vícios.
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
A bodas e a batizado não vás sem ser convidado.
Dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Não peças auxílio no que podes fazer sozinho.
A verdade sofre, porém nunca morre.
A mentira tem pernas curtas.
Fazer o bem sem olhar a quem.
Cale o que deu e fale o que recebeu.
A doença vem a cavalo e se vai a pé.
Quem diz o que quer, ouve o que não quer.
Tristezas não pagam dívidas.
Não devemos chorar sobre o leite derramado.
Mais vale calar do que mal falar.

Fonte: SAMPAIO, Filgueira. Nova Seleta. Revista e acrescida. São Paulo: Editora do Brasil, 1967. 316 p. p. 193.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Meu Barquinho - Giselli Cristina

LUTO EM MACAU E EM NOSSO CORAÇÃO

Foi com bastante pesar que eu e meus familiares recebemos a notícia do falecimento de Libânia e seus pais(Seu Chico e Dona Neuza). O acidente ocorreu no final da tarde de ontem, 25 de dezembro de 2014. O local foi um trecho da BR 406, em um distrito de Jandaíra-RN.

Eles foram vizinhos de meus primos da família Miranda de Albuquerque (Marcelo, Stuart, Charles, Jarbas e Judivana), durante muitos anos, em Macau. Grandes recordações e saudades! Que Deus conforte a todos neste momento de dor! 


DESEJO

Eu gostaria... 

De ver os lares em paz
Porque a tristeza não me satisfaz

De ver mesa farta
De não ver gente ingrata

De ver o mendigo saciado
Com o pão fatiado

De ver pessoas empregadas
E não desamparadas

De pedir ou dar o perdão
De compreender meu irmão

De ver flores no meu caminho
De passar longe dos espinhos

De ver a criança crescer saudável
Em situação confortável

De ver o idoso amparado
E não desabrigado

De aprender a lição da vida
No lazer e na lida

De ser dona do meu nariz
Sei que não devo; tenho raiz

Nem tudo depende de mim
Também nem tudo é ruim

Por isso me limito a sonhar
Em Deus confiar

Da vida sou apenas um aprendiz
E assim procuro ser feliz

Eu gostaria...

Samara Gadelha de Miranda
Natal, 26 de dezembro de 2014.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

DEUS, SOMENTE DEUS!

Eu quis fazer poesia
Contemplei a natureza
Foi só alegria
Ver aquela beleza

Busquei inspiração
Em mim, nas aves, no vento
Nos elementos da Criação
Para mim foi um passatempo

Ao olhar me encantava
A começar pela digital
Não encontro palavra
Não tem outra igual 

Adoro o Deus bendito
Que merece toda Glória
Sem o seu amor infinito
Não existe a vitória

Samara Gadelha de Miranda

Natal, 23 de dezembro de 2014.