terça-feira, 19 de novembro de 2013

BUCÓLICA NOSTÁLGICA (POEMA DE ADÉLIA PRADO)

Ao entardecer no mato, a casa entre bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela, agachados,
na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
feijão com arroz, taioba, ora-pro-nóbis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
Entre enxada e sono: Louvado seja Deus!

PRADO, Adélia. Poesias reunidas. São Paulo: Siciliano, 1991. p.42.

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